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sábado, 3 de dezembro de 2011

Dia 21 antes do Natal

Acabo de ler uma entrevista ao Jornal i (SÁBADO/ DOMINGO 3-4) na qual o Sociólogo Antonio Barroso fala com uma clareza verbal que cada letra, cada palavra e cada frase, são de uma visão periférica desta triste Democracia.


Em entrevista ao jornal i, questionado sobre a leitura que faz sobre a greve geral de 24 de Novembro, António Barreto responde: “Se os sindicatos, trabalhadores e partidos políticos consideram que há razões para convocar uma greve e há pessoas suficientes que justifiquem uma greve, posso não estar de acordo, mas quem sou para dizer que façam diferente”. Depois, Barreto lamentou que não existem “elementos mais fidedignos” sobre o estado do país, referindo que “os relatos da greve estão muito partidarizados, muito comprometidos: quem é mais para a esquerda acha que foi uma grande greve, quem é mais para a direita acha que não”. E acrescentou, falando concretamente do sector dos transportes: “ Uma greve, num sector falido, não melhora as coisas, agrava-as. Percebo que muitas pessoas estejam a viver um clima de incerteza, mas não me parece que a greve ajude a resolver os problemas, que resultaram das opções económicas, estratégicas, financeiras e políticas dos últimos dez, quinze ou vinte anos, que, nalguns casos, poderá incluir má gestão”.
O sociólogo referiu que no sector dos transportes, que considera “prioritário”, muitos “projectos megalómanos” foram geridos “com muito pouca seriedade nos estudos de rentabilidade, de investimento público, de retorno económico, o que conduziu a muitos milhões de dívida”.
Precisamente sobre a questão da seriedade na vida política, Barreto pronunciou-se sobre o manifesto lançado pelo histórico socialista Mário Soares e assinado por várias personalidades, deixando críticas. "Eu não sei se foi ele [Mário Soares] que o escreveu, se só assinou, mas não tenho uma ideia muito boa sobre o que ali diz, sobretudo publicar o manifesto no dia da greve. E depois acrescenta:"Não achei que fosse muito interessante e não achei que fosse um bom contributo." “A conclusão que retirei foi que aquele grupo de pessoas, e outras, certamente, estão muito preocupadas com o estado actual do PS, que está muito desorganizado, muito desordenado, que saiu de um longuíssimo período de Governo e saiu em más condições. E os socialistas sabem o que o PS fez no governo durante dez anos. Eles não o dizem, mas a maior parte dos socialistas sabe o amontoado de disparates e de erros cometidos e sabe da responsabilidade dos governos socialistas na situação em que nós vivemos”.
“O Partido Socialista está em mau estado político, em mau estado moral, em mau estado mental. Não está bem, não está nada bem. Pareceu-me que há um grupo de pessoas, umas mais velhas outras mais novas, que está muito preocupado com o futuro do Partido Socialista. E que está a lançar algumas bases para poder ter nos próximos quatro ou cinco anos um papel na renovação e, eventualmente, na substituição de alguns cargos de dirigentes actuais”, reiterou na mesma entrevista ao i, referindo ainda que a direcção do PS não lhe parece “uma direcção com muitas raízes culturais, com muita experiência, muita projecção nacional”.
Sobre as actuais medidas de austeridade e o Orçamento do Estado para o próximo ano, criticou o factor de não ser tornada pública mais informação que sirva para corrigir os erros do passado e afirmou que as pessoas estão “desesperadas” com a situação do país. No entanto, rejeitou a possibilidade de Portugal sair do Euro. “Se isso acontecer os portugueses perdem 40% ou 50% do seu nível de vida em dois anos, e teremos enormes dificuldades em pagar dívida, em relacionar-nos com o exterior”.


Questionado sobre possíveis caminhos foi peremptório: “Estamos falidos e a viver a crédito! Portugal já tem um enorme empréstimo à sua conta, vai certamente ter mais empréstimo ainda, e vai precisar nos próximos cinco a dez anos de recorrer a financiamentos externos. Não há dúvida sobre isto. Portanto, é necessário criar austeridade suficiente para reduzir a despesa pública, o endividamento de empresas e de pessoas, o que quer dizer que é preciso gastar muito menos, comprar muito menos ao estrangeiro e tentar o mais possível produzir um pouco mais e melhor”.


Notícia corrigida às 16h47: No quinto parágrafo, foi retirada a afirmação de que António Barreto elogia o manifesto subscrito por Mário Soares e outros, acrescentando-se a citação de Barreto – que considera que o manifesto não foi um bom contributo.


O Senhor Juiz Desembargador Rui Rangel, na sua Crónica “ESTADO DAS COISAS” escrita no Jornal Correio da Manhã no dia 1 de Dezembro, com o título


“O que descredibiliza a Justiça” escreveu:


- “São vários os factores que contribuem para descredibilizar e para desacreditar a Justiça. Em primeiro lugar o excesso de corporativismo que está instalado, na mentalidade dos seus actores principais, gerador de um ruído e de um conflito silencioso, que é ensurdecedor. Acompanhado de uma lógica e de um discurso sindical ultrapassado, pré--histórico, com lideranças fracas que não sabem nem conhecem as boas regras de comunicar.


Em segundo lugar um conflito latente, entre as várias profissões da Justiça, que esquecem o dever de servir o outro, para se preocuparem, apenas, com os seus interesses de grupo.


Em terceiro lugar o medo de decidir, não se importando com o risco da sua decisão poder vir a ser alterada por via de recurso.


Em quarto lugar a completa ausência e doentia ignorância na estratégia de comunicar o que faz e não faz a Justiça, sem pôr em causa o que quer que seja.


Em quinto lugar a ausência de uma política que abra as portas dos Conselhos Superiores ao cidadão, transformando a publicidade dos seus actos numa regra e não numa excepção.


Em sexto lugar a insuficiente cultura de responsabilização que existe nos vários segmentos decisórios que intervêm nesta área, a que está associado a falta de ética e de sentido de Estado das políticas que se destinam para a Justiça.


Em sétimo lugar uma completa e caótica inflação legislativa. Com leis tecnicamente mal elaboradas, sem harmonia e sem visão sistémica, rompendo, muitas vezes, com as boas práticas, designadamente, quando se legisla para fazer face à resolução de um caso concreto. Uma prática legislativa que nunca vai ao encontro das necessidades, limpa, clara e objectiva. Que melhore o funcionamento da Justiça e não lhe traga mais dificuldades na interpretação e na execução das normas.


Em oitavo lugar a falta de um discurso público político de confiança e de segurança no funcionamento e na eficácia da Justiça. A razão não se combate com guerrilhas e com mentiras.


Em nono lugar a falta de governantes competentes, com vocação e com sensibilidade para abraçarem esta causa. Que ajudem a combater uma Justiça a duas velocidades, uma para os políticos e para os ricos, outra para o cidadão anónimo e pobres.


Em décimo lugar a morosidade da Justiça, que não dá resposta, em prazo razoável, ao cidadão.


E por último a comunicação social que acusa, pronuncia, julga e condena na praça pública, sem direito a recurso, debaixo de muitos disparates que são ditos. Lidar com a certeza e a álea, com a verdade e a mentira, escolher o caminho da tolerância, na comunhão com os outros, vai ser sempre o destino da Justiça e do juiz.”


No Livro: - O FIM DA ILUSÃO. (Destacamos um pequeno fragmento do livro.) Que o economista Medina Carreira escreve:


“Temos o pior crescimento económico médio desde a Primeira Guerra Mundial; a taxa de desemprego mais elevada dos últimos 80 anos; a maior dívida pública dos últimos 160 anos; a maior dívida externa dos últimos 120 anos (…)”


Há anos que o Professor Medina Carreira vinha alertando para o mais do que provável colapso das finanças públicas. A situação que Portugal vive agora teria sido evitada se, com políticas orçamentais rigorosas e reformas estruturais adequadas, nos tivéssemos preparado para a internacionalização da nossa economia. Tudo em vão.


Este livro oferece ao leitor uma visão muito clara das causas do colapso e de como este poderia ter sido evitado. Ao mesmo tempo, alerta para a necessidade imperiosa de levar a cabo uma transformação profunda do País, que o coloque num rumo de progresso. Sem ilusões!


Na introdução d’ O FIM DA ILUSÃO, o Professor Medina Carreira analisa o estado de crise em que o país se encontra, como os vários quadrantes da sociedade estão deficitários e necessitamos rapidamente de caminhos para o futuro:


“O nosso país atravessa hoje a maior crise de que guardamos memória: uma economia de rastos; uma dívida pública gigantesca; uma dívida externa bruta que durante muito tempo será uma pesada causa do nosso empobrecimento; uma taxa de desemprego que supera tudo o que consta nos registos existentes; uma justiça tornada inútil pela sua lentidão; um ensino sem presente nem futuro; uma corrupção sustentada pela intencional ausência de medidas tomadas pelo poder político; uma emigração salvadora dos próprios mas fatal para a Nação.”


No seu comentário semanal na Edição das 22h na TVI24, Marques Mendes explicou que era uma “lista exemplificativa” e “não taxativa”, por entender que se “pode ir ainda mais longe”, que tem como objectivo contribuir “para uma discussão concreta e não apenas teórica e centrada em generalidades”.
“Extinguir organismos - inúteis ou com competências duplicadas e sobrepostas - representa uma mudança estrutural no Estado e não apenas conjuntural, como, por exemplo, o corte de salários”, afirmou o social-democrata no espaço de informação conduzido pelo jornalista Paulo Magalhães.
São várias dezenas de exemplos que Marques Mendes explica porque extinguia ou fundia, fundamentando as razões e dizendo até o que se poderia poupar.
Um dos casos apontados é a extinção dos 18 governos civis. E Mendes explica porquê: “Hoje os governos civis não fazem qualquer sentido; estão desprovidos de competências; as suas pequenas competências (de carácter administrativo e de concessão de licenças de exploração de estabelecimentos) podem passar para as câmaras municipais (com vantagem de proximidade para os cidadãos); a sua extinção permite poupar significativamente (porque têm grandes estruturas de pessoal); servem de “sacos azuis” de vários governos; o PSD, em 2002, prometeu a sua extinção mas também falhou (não cumpriu) por falta de vontade política.”
Para Marques Mendes a extinção ou fusão de organismos financiados pelo Estado permitiria “menos burocracia, menos clientelismo e menos estruturas e dirigentes”. “São menos administradores, menos departamentos administrativos, financeiros, de contabilidade, de aprovisionamento e de pessoal”, acrescentou. O ex-presidente do PSD diz saber que “haverá muitas resistências”, porque “todos, no seu caso particular, encontrarão explicações para o seu serviço não ser extinto”. “É preciso haver forte vontade política”, conclui.


A lista de Marques Mendes


Ministério das Obras Públicas - 4

1. INIR (Instituto Nacional de Infra-estruturas Rodoviárias)
a) Funções de Regulação (Parcerias Público - Privadas) e de Fiscalização da Rede Rodoviária Nacional;
b) São competências que já estão hoje na EP Estradas de Portugal e no IMTT (antiga Direcção Geral de Viação).
CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTO.
2. GISAF (Gabinete Investigação e Segurança de Acidentes Ferroviários.
a) Funções de Investigação quando há acidentes ferroviários;
b) Funções que também estão na CP e na REFER (quando há um acidente ferroviário é a CP ou a Refer que trata do assunto).
c) Parece um instituto criado para colocar um socialista desempregado da gestão das EP dos Transportes (João Crisóstomo).
CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTO.
3. NAER (Instituto para estudar e Conceber o Novo Aeroporto de Lisboa)
a) As suas funções podem perfeitamente passar para a ANA, EP (Empresa de Aeroportos e Navegação Aérea)
b) É uma racionalização óbvia e necessária.
CONCLUSÃO: ESTE SERVIÇO PODE SER EXTINTO.
4. Fundação das comunicações móveis (uma das centenas que existem – pendurada no Estado)
a) Tratou do computador Magalhães;
b) Estado nomeia os seus gestores (clientelas);
c) AR já propôs a sua extinção em relatório aprovado;
d) Governo fez vista grossa. O Governo gosta mais de reduzir salários que extinguir serviços.
CONCLUSÃO: PODE SER EXTINTA
Ministério da Agricultura - 3
1. No âmbito do PRODER (QREN da Agricultura) há 2 serviços:
a) Gabinete do Planeamento (Concebe Projectos e Gere o Programa); e o
b) IFAP (antigo IFADAP) – Paga e fiscaliza os apoios concedidos.
CONCLUSÃO: O Gabinete de Planeamento pode ser extinto e as suas competências passarem para o IFAP.É mais coerente, evitam-se sobreposições de competências e poupa-se dinheiro público.
2. Fundação Alter Real


a) Competências sem relevância para serem autonomizadas numa fundação pública;
b) Tem cinco administradores – presidente é o presidente da Companhia das Lezírias.


CONCLUSÃO: A fundação pode ser extinta e as suas competências integradas na Companhia das Lezírias (hoje até já o presidente é o mesmo).
3. No âmbito da Barragem do Alqueva há duas entidades:
a) a EDIA (190/200 funcionários) que tratou da construção da barragem do Alqueva; e a
b) GESTALQUEVA (trata do fomento do turismo na zona do grande lago)
c) Não há razão nenhuma para esta duplicação de organismos:
Primeiro: EXTINGUIR A GESTALQUEVA, colocar as competências na EDIA ou concessionar a privados (fomento do turismo);
Segundo: EMAGRECER A EDIA (já acabou a construção da barragem).
Ministério do Trabalho e da Segurança Social – 9
1. Há neste Ministério sete organismos consultivos (uma loucura):
• Conselho Nacional da Formação Profissional
• Conselho Nacional da Higiene e Segurança no Trabalho
• Conselho Nacional de Segurança Social
• Conselho Nacional do Rendimento Social de Inserção
• Conselho Nacional para a Reabilitação
• Conselho Consultivo das Famílias
• Comissão de Protecção de Políticas da Família
Minha Proposta:
• Extinguir todos (para estas tarefas existem direcções-gerais com as mesmas áreas de competência).
2. Ao nível de outros serviços – estes de natureza executiva - podem ser feitas várias outras extinções.
Assim:
a) O Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério da Segurança Social pode integrar as competências do Instituto de Informática e do Instituto de gestão do FS Europeu (competências afins e sobrepostas). MENOS DOIS ORGANISMOS.
b) Dois institutos – o Instituto da Segurança Social e o Instituto Nacional para a Reabilitação podem ser extintos e as suas competências (hoje afins e sobrepostas) serem integradas na Direcção-geral da Segurança Social. MENOS DOIS ORGANISMOS
Mistério da Saúde – 3
1. Alto Comissário para a Saúde (Orçamento de 30 milhões de euros)
a) Criado por Correia de Campos no Governo Guterres;
b) Veio o Governo do Durão Barroso e extinguiu-o:
c) Voltou Correia de Campos no Governo Sócrates e voltou a criar;
d) O Alto Comissário – veja-se bem – tem estatuto de membro do Governo (sub-secretário de Estado)
e) CONCLUSÃO: Pode ser extinto e as suas competências passarem para a Direcção-geral de Saúde (actualmente são competências sobrepostas).
f) Se a moda pega passamos a ter o Alto Comissário da Justiça, da Segurança Social, da Economia, da Comunicação Social, etc. etc.
g) Haja Bom Senso. Temos de POUPAR, extinguindo este organismo inútil.
2. Conselho Nacional de Saúde – Mais um Conselho Consultivo
a) Órgão Consultivo do Ministério da Saúde
b) Não faz sentido. A D G Saúde faz na perfeição esse papel. É a sua competência legal.
c) Mais um serviço que pode ser EXTINTO
3. Instituto da Droga e da Toxicodependência
a) Ao nível central tem cinco coordenadores – Equiparados a directores-gerais.
b) Ao nível regional tem cinco directores regionais
c) Tem cerca de dois mil funcionários (1/3 nos Serviços Centrais) – Uma loucura
d) As suas funções são no domínio da Saúde Pública
e) Pode perfeitamente SER EXTINTO, as suas competências locais integradas nos Centros de Saúde e as suas competências centrais na DG Saúde (é área de saúde pública)
f) Área de Estudos (quando for o caso encomendar às Universidades e Centros de Investigação)
Ministério do Ambiente – 3
1. Na área do ambiente há três institutos importantes:
a) Agência Portuguesa do Ambiente;
b) ICN – Instituto Conservação da Natureza;
c) INAG – Instituto Nacional da Água


• Têm todos competências muito semelhantes e, nalguns casos, sobrepostas.
• Seria possível e desejável fundir tudo num único organismo – a Agência Portuguesa do Ambiente.
• É o exemplo inglês (apontado normalmente como referência)
• Poupa-se imenso:Passamos a ter um único instituto em vez de três
Passamos a ter uma única administração em vez de três
Passamos a ter uma única estrutura administrativa, de contabilidade e financeira, em vez de três
Passamos a ter um único orçamento em vez de três
Passamos a ter menos pessoal e menos encargos
2. Ao nível regional temos a seguinte estrutura sobreposta:
a) As Comissões de Coordenação Regional têm competências na área do ambiente;
b) As ARH – Administração Recursos Hídricos, mesmo assim, existem como estruturas autónomas (cinco ARH/ cinco concelhos de administração/ cinco orçamentos/ cinco estruturas administrativas). Os organismos mais BUROCRÁTICOS que existem em Portugal.
c) Podem extinguir-se as ARH e integrar as suas competências nas CCDR
GANHO DE POUPANÇA. GANHO DE DESBUROCRATIZAÇÃO
Ministério da Administração Interna - 18
1. Extinção de 18 Governos Civis
a) Hoje, os Governos Civis, não fazem qualquer sentido;
b) Estão desprovidos de competências;
c) As suas pequenas competências (de carácter administrativo e de concessão de licenças de exploração de estabelecimentos) podem passar para as Câmaras Municipais (com vantagem de proximidade para os cidadãos);
d) A sua extinção permite poupar significativamente (porque têm grandes estruturas de pessoal)
e) Servem de “sacos azuis” de vários governos
f) PSD em 2002 prometeu a sua extinção mas também falhou (não cumpriu) por falta de vontade política.
Ministério da Educação – 2
1. Três Institutos com Competências Duplicadas/Sobrepostas:
a) GAVE – Gabinete de Avaliação Educacional
b) GEP – Gabinete de Estudos e Planeamento
c) MISI – Gabinete Coordenador do Sistema Informático do ME (recolha de Informação)
CONCLUSÃO: Destes três serviços, dois PODEM SER EXTINTOS e concentrar competências num único.
Vantagens:
• São Menos Administradores
• Menos Assessores
• Menos Pessoal
• Menos Despesa
• Menos burocracia
2. Direcções Regionais de Educação – Emagrecer
• Em termos de dimensão estão a atingir proporções gigantescas.
• Quadros de pessoal aumentaram significativamente nos últimos anos.
Assembleia da República – 2
1. Comissão Nacional de Eleições:
a) Estrutura permanente encarregue de fiscalizar os actos eleitorais;
b) A seguir ao 25 de Abril podia justificar-se;
c) Agora não faz sentido ser uma Comissão Permanente;
d) ABSURDO – Funciona em Permanência (365 dias por ano) mas só tem competências quando há eleições (nos 30 dias antes das eleições);
e) Pode ser extinta e as suas competências integradas no STAPE (Secretariado Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, no MAI); ou quando muito, Ser uma Comissão Eventual (a funcionar só nos períodos eleitorais).
2. CADA – Comissão Nacional de Acesso aos Documentos Administrativos
• Não faz sentido
• Pode ser extinta”


Aqui anexo o que já escrevi no meu blogue sobre a drástica extinção das Freguesia: “Entre as partes e o seu todo – Municipalismo” (Setembro);”Proposta ao” Documento Verde da Reforma da Administração Local e Anexos” (Outubro). “Livro Verde da Reforma da Administração Local. O QUE PODE ESPERAR V.N. POIARES” (Novembro). Existem 4259 Freguesias e 308 Municípios distribuídos por 18 Distritos e 2 Regiões Autónomas. Temos que contabilizar os subsídios dos seus eleitos... Entre outros encargos. Não são cêntimos são milhões de euros. Não se justifica tanta Freguesia. Nem tantos Organismos do Estado. Existem mais Empresas Municipais que Municípios.


JORGE GONÇALVES

RECADO FIRME. NÃO DO LEVA E TRÁS...

Fui informado que um “umzinho” qualquer, daqueles que passam meia hora a pentear-se ao espelho e o seu guarda-livros andam muitos tristes com a vida. Até parece que já tiveram um pequeno arrufo entre ambos. Não sei se foi entre as primeiras vinte páginas se entre as ultimas vinte páginas de todas as instituições a que dão corda. Se do livro de Actas do Executivo, se da Assembleia Geral se do Conselho Fiscal. Porque existe uma mangueira dada num bestseller de matriz… Apague – se o fogo das almas penadas e vamos ao que interessa. Mais uma vez repito não me façam ameaças fortuitas daquelas do leva e trás, não despertem o espantalho que há em mim, que a coisa pode fazer-me ir parar aos calaboiços do CSI Miami. Lembrem-se que eles andam de volta do Edifício Espelho Prata, e o Horatio Caine ainda não me disse as diligências que efectuaram… (!?) nem a que epílogo a “obra” chegará. Assim como o Sr. Secretário de Estado da Administração Interna e Autarquias (salvo erro é essa a designação), ex-presidente do Município de Penela nada me disse se houve ou não comparticipação de verbas do Estado para o Pavilhão Multiusos que se encontra instalado – conforme se pode constatar no site do Município – mas que não se vê em lado nenhum no Parque Universal – Zona Industrial… Assim como podem existir clientes bancários “tipo caviar” e outros “tipo hortaliça”. Ainda ninguém decifrou mas eu pretendo explicar. E por aqui me fico… quase na insolvência… Existem muitos indivíduos de sua graça José Maria. Como José Antonio ou José Ambrósio. Que algum entre esta classe de nomes fique de castigo ou sem emprego, ou coisa que o valha - num dia doze qualquer - que um “umzinho” qualquer leva dois pares de coices "académicos" que nem tem tempo para abrir a boca para dizer: ui! E o guarda-livros fica a chilrear de tal maneira que mais vai parecer um lobo a uivar.



Para bom entendedor meia palavra basta.



ALBERTO DE CANAVEZES/JORGE GONÇALVES

Dia 22 antes do Natal

Na consequência da intolerância que não nos permite que haja uma equidade aplicada a todos, baseada na usura do compadrio de políticos sem escrúpulos e mais espertos que o meu gato “Chico”. Avistamos que em cargos de Instituições públicas, semi-publicas e privadas edificadas com “dinheiros a fundo perdido” estão lá os filhos de toda a classe política desde a esquerda passando pelo “centralão” PS /PPD-PSD e direita. Fedelhos com notas académicas duvidosas, e outros com notas sofríveis. Vendo nós os nossos filhos com notas bem superiores votados para canto como matéria excrementícia. É nesta democracia de comadres, padrinhos e afilhados que sobrevivemos. Alguns dos seus papás passam minutos na televisão e outros órgãos de comunicação a falar da austeridade, de justiça social, de solidariedade da equidade e não passam de uns impetuosos ordinários políticos. A sua família está distribuída pela “democracia” e nós espalhados pelos seus cantos. Existe um que me causa arrepios e calafrios quando o ouço, tipo vidente passa quase uma hora a mandar uns bitaites para o ar e não é que alguns acontecem mesmo! De uma inteligência muito acima da média, sem dúvida nenhuma. Também faz parte do pacote que distribui filhos pelas Direcções das Instituições de Elite. Obviamente que estou a falar do Dr. Marcelo Rebelo de Sousa. Mas existem outros compinchas, como o Dr. Diogo Freitas do Amaral, Dr. Mário Soares e outros do mesmo calibre histórico na Democracia que deviam ser de para todos mas que eles tem a primazia de por e dispor. Agora se formos perguntar a um filho de um “Carqueijeiro” (democratas como nós) qual o valor final da nota do seu filho, ele responde-nos orgulhosamente: - “O meu filho (filha) teve…” 17/18/19 até alguns vinte valores. E vimos meninos e meninas da mamã e do papá nessas Instituições de Elite com, 9,5/10/11/12valores. Viva a Democracia. Viva o Vinte cinco de Abril! Eu nesta frase queria dizer vários palavrões. Mas isso fica à vossa consideração! Nós somos lixo no usufruto desta democracia. Isto acontece por Portugal de lés a lés. Nas Câmaras Municipais. Nalgumas Freguesias de enorme representatividade eleitoral. E outras “ordenhas” da mesma espécie…


Assistimos também pela TV que os meninos do papá e da mamã também participam em vários programas. Isso é pura coincidência é uma alucinação nossa. Os nossos só podem estar do lado de cá do ecrã. Vemos programas de autêntica porcaria visual e de exposição, que raia a obscenidade cultural nos quais vimos os nossos filhos presos ao ecrã. E a populaça… com direito a comentadores medíocres, estúpidos, incultos, mesquinhos piores que os alcoviteiros e as comadres de mau porte. A “Casa dos Segredos” é uma escandalosa vergonha entre as outras porcarias que engolimos pelos olhos. A TVI que tem como fundamento a Igreja Católica, demonstra que o mercantilismo prevalece sobre a moral e bons costumes.


O mais grave é que conforme vão saindo de lá, são os novos heróis da nossa cultura, cidadania e das nossas frustrações.


Que cobram o bom e o belo por discotecas e outras casas para partilharem uns copos com a nossa juventude em copinhos pequenos de bebidas de elevado teor alcoólico…


Eu frequento esses espaços também, mas numa de Kota e na boa com os meus filhos e amigos dos meus filhos. Mas não nos arrastamos atrás desses cromos fugazes e de valor da fralda descartável.


Assistimos cada vez mais ao individualismo e à manipulação das pessoas e objectos. Os nossos filhos não brincam ao botão, ao pião, ao arco, à macaca, á bola, ao saltar á corda… na rua, com outros meninos, ficam por casa a jogar jogos de computadores. Não frequentam instituições de índole colectiva com o espírito de serem mais um, mas na perspectiva de ser um entre os outros. Eu possuo o Curso de Treinador de Futebol Nível II, e faço trabalhos como observador e cada vez, assisto mais as essas facetas. Julgo que os Escuteiros já não estão tão “enroupados” como antigamente e noutras Instituições acontece o mesmo.


Basta reparar na indiferença que se regista na assiduidade nas Reuniões de Pais pelas Escolas deste país. As telenovelas, os jogos de futebol, e os programas, tipo “Casa dos Segredos”, são mais importantes para meter conversa no outro dia com os companheiros de trabalho ou do copo...


Estamos a ser coniventes com uma não cultura e uma não educação.


JORGE GONÇALVES

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Motorista para rifa... A homenagem que foi transgressão...

Numa autarquia universal, o seu edil mandou multar um motorista do Município pela Policia Municipal. Pasme-se o pasmo! Um homem habituado à solidariedade desde muito jovem e a ser verdadeiro como Judas Iscariotes foi para Jesus. Este indivíduo ao longo da vida teve a sorte de este Judas lhe indicar o caminho, assim como Maquiavel entre outros da mesma raça. Enquanto não se endeusou bebeu sempre a água das boas maneiras e praticas aplicadas pelos Soldados da Paz por um “Pichorro” feito de barro cândido e esterilizado. Depois degolou-o partindo-o em cacos… E a partir daí não tem jeito nem maneiras. Todos gostam que digam mais bem do que mal. E quem não gosta de um miminho de uma conspiração que estava a ser levada por diante demonstrando que se é apanhado de uma surpresa desconfiada!? E assim sendo o nosso humilde motorista recebeu também uma surpresa desconfiada. Que tipo de multa que foi aplicada ao motorista não o sei… ao edil foi um repasto que devemos desvalorizar tudo isto que se está aqui a passar porque como "digo" não o ..."merecia" minimamente. Não o deviam ter feito... E eu neste contexto, estou a misturar coisas que não devia. E falo no singular porque o motorista, mamou uma multa e vai sentar o rabinho no mocho enquanto o edil vai humildemente sentando – se por aqui e por ali e nunca lá vai as vezes que… devia! Porque será! O tipo é rijo… mas desenganem-se, vão ter de me aturar por muitos e bons anos, se “Deus” quiser. Eu com a minha mania vou-lhe abrindo as vinte primeiras páginas do livro da sua vida e ultimas tantas que vamos ao que interessa na análise global. Vai haver muito vento e não vai haver barrete ou chapéu que lhe consiga tapar a careca.


O motorista – rapaz que devo conhecer – eu lembro-me de um grande Cavalheiro e amigo Simões, homem baixo mas de um enorme coração e de alto trato com os seus amigos. Eu fui um dos que ele escolheu como tal. E tal facto honra-me imenso. Infelizmente já partiu, era um caçador de mão cheia… é esse o destino comum a todos. Vivia numa Aldeia que amo e adoro: Vale de Vaide, da Freguesia de Santo André, Concelho de Vila Nova de Poiares do qual o jovem motorista deveria beber da sua génese. É gente boa. É pessoa de têmpera rija. E se precisar de mim. Faço-o da mesma maneira que o Sr. Simões me acolheu. Quero confessar que com o Sr. Simões aprendi a caçar, caça grossa e matreira…


Deduzo que o bom coração do edil é arranjar maneira de começar a diminuir a malta que trabalha para o seu Município, idealizando arteirices estribadas. E quer abrir uma quermesse e ele foi o primeiro que começou a rifar. Mas não vai ser fácil vender a rifa porque o motorista é de boa índole. E as almas boas não se vendem nem por nada. Ninguém ousa comprar. É transgressão sr. Edil…


Quem será o próximo contemplado?




Num aparte regozijo-me pela reaparição da "A COMARCA DE ARGANIL"


ALBERTO DE CANAVEZES/JORGE GONÇALVES

Dia 23 antes do Natal.

Estamos todos a viver numa crise sem precedentes na história da humanidade. Vivemos no obscurantismo desconfiando que existe de “tudo” para nos aniquilar tanto individualmente como colectivamente. O fundamentalismo, desenfreado de cúpulas cooperativistas estão-nos a tornar “ração” social para lhes fomentar os vícios e prazeres. Como somos capazes de ser tão ignóbeis e receber para não produzir? Como somos capaz de tudo o que fazemos ter de ser efectuado por quotas? Como somos capazes de deixar desfazer bens alimentares por causa de direitos aduaneiros e outras diatribes burocráticas? Quantos milhões de crianças, adultos e velhos morrem de fome por todo mundo muito em particular em África? Porque não doa-los a Instituições se Solidariedade Social? É mais espampanante para a Comunicação Social divulgar com relevo de primeira página, entornar leite pelo chão, despejar maças pelas rua … … Como podemos assistir a “putos” oriundos do leste com fortunas monstruosas a comprar clubes de futebol e a pagar ordenados escandalosos a jogadores de futebol? Qual a “máquina” que lhes doou esse poder económico? Como podemos ficar indiferentes que o representante de Pedro na terra receba no Vaticano indivíduos conotados com a máfia siciliana, a camorra e outros de índole similar, a fazerem doações perversas para a igreja em nome de “DEUS”? Quanto sangue fez correr esse dinheiro quantas famílias aniquilou? Como podemos ficar indiferentes ao meter a cabeça na areia como a avestruz, da igreja, sobre o HIV proibindo o uso de preservativos? Quanto milhões de pessoas morrem por causa deste capricho idiota da hierarquia de “DEUS” na terra? Porquê em toda a história do Vaticano não houve ainda um representante de Pedro negro? Qual o preconceito que fomenta tal exclusão? O que aconteceu aos padres pedófilos?


Nunca a mulher foi tão exposta ao ridículo como agora. Aparece um modelo de carro novo lá estão elas… aparece uma produto para a barba lá estão elas… aparece um produto para limpar esgotos lá estão elas… … … … … Não importa ganha – se dinheiro.


A cúpula do poder na China anexou o Tibete, eram uns invasores. Efectuou-se o massacre nas Praça de Tian’anmen foram uns assassinos… Hoje compram a dívida soberana dos EUA e dos Países Europeus são uns amigalhaços do melhor que existe. Paladinos do entendimento e solidariedade. O Dalai Lama agora passou de um peregrino para ser um clandestino. E um falante noctívago… O Tibete é um enclave sem direito há sua identidade própria e cultura ancestral. E também um nojenta evidência política para tais “cadáveres” políticos que a troco da dignidade humana vendem a alma ao diabo. Isto porque criaram um monstro económico do qual perderam as rédeas. Uma democracia participativa na pluralidade da escolha não pode nem deve vender os seus princípios a países de guetos políticos onde impere o monólogo da imposição e o monoteísmo do personalismo. A China é isso. Como Cuba. Como a Síria. A Líbia de Kadafi é o maior paradigma da insanidade intelectual que predomina nos actuais políticos. De um terrorista passou a ser um “padrinho” de negócios até ser um facínora. Uma democracia tem que ter regras, princípios e fundamentos. Não podemos tolerar o totalitarismo como um parceiro activo de humanismo nem de mercantilismo. Refundar a Europa não é para ser mais do mesmo. Refundar é recriar espaços de condutas de responsabilização política dos seus agentes. É referenciar que o estado é o árbitro que garante a equidade de todos os cidadãos. Num contexto federal. Num convívio de Estados com personalidade própria. Salvaguardando a sua entidade cultural, sociológica, linguística… porque é pela diferença que conseguimos distinguir e dinamizar o caminho para optimização de todos os recursos que impliquem a cidadania. Porque se nos soubermos respeitar na diferença, contemplamo-nos e completamo-nos para a igualdade de direitos e deveres.


JORGE GONÇALVES

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

POEMA - Hipocrisia de Natalidade.

Que existe uma sede de verdade.


- Isso existe.


Que persiste uma ideia de maldade.


- Isso persiste.


Que subsiste uma onda de desigualdade.


- Isso subsiste.


Que consiste uma farsa de equidade.


- Isso consiste.


Que riste uma conjuntura de falsidade.


- Isso riste.


Que assiste uma ideia sem honestidade.


- Isso assiste.


Que resiste uma força de probidade.


- Isso resiste.



Em que 25 de cada mês nasce quem não desiste!?


Em que 25 de cada mês morre quem foi triste!?


Em que 25 de cada mês vive quem um sopro conquiste!?


Em que 25 de cada mês proclamas a nada que anuíste!?



Se parece um embuste


Não está no nascimento


De Jesus Menino de Nazaré


Por muito que isso custe


O Natal é um acontecimento


No dia quando nasce um bebé.



Porque é que o entendimento de Natal não é anual!


E do verdadeiro “dia espiritual” fazem um carnaval?


ALBERTO DE CANAVEZES

Dia 24 antes do Natal.

Este mês pode nos sugerir apreciar 2011 anos da actividade dos seres humanos num contexto de história como de uma vida individual se tratasse. Dá-se o registo da nossa presença através do nascimento. Somos crianças no aperfeiçoamento dos cinco sentidos… Vivemos a puberdade das invenções onde predominam, a irreverência, o instinto e redescoberta do nosso corpo e espaço. A idade do comprometimento, da liderança, da escalada na procura de alicerces, do procriar… E finalmente, do declínio e desaparecimento físico… Equívocos que se podem desfraldar como uma bandeira sem hino nem música. O mesmo que dizer sem pátria mas com território.




Nós temos o péssimo sentido proporcional de adjudicarmos adornos a feitos ou acontecimentos que definem na história das civilizações momentos ímpares de desvio e de circunspecção. Vivemos de estereótipos bacocos e fugazes. Vivemos na estética das coisas em detrimento do seu conteúdo. Vivemos arreigados a comodismos que colidem no seu intermédio com as novas tecnologias. É como tivéssemos uma cabeça visível um tronco, bacia e pernas invisíveis e outra vez os pés visíveis.




Falta-nos personalidade para incorporar o que fica entre o que se pensa e o que se caminha. Esta sociedade globalizada está mal definida. Mal estruturada. Previamente mal cicatrizada e genericamente impulsiva. Reage a estímulos económicos por equações complexas e marginais. Nunca no mundo houve a noção de se sentir a sua pulsação como hoje. Em segundos conseguimos saber o que se passa debaixo dos nossos pés. Não nos podemos esquecer que o Planeta Terra é redondo. E entre o espaço que eles ocupam temos olhos para ver o que se passa até ao ponto que equivale a sua reportação. De todos os lados e ângulos. Assistimos a desmesuradas bóias de bolsas de interesses cooperativistas… Equivalente ao que a Igreja Católica fez… desde os tempos das cruzadas, do renascimento… aos crimes dos Bórgias, ao “pactuar” com o extermínio dos Judeus… … nunca o nome de Deus deu origem a tantas mortes “abençoadas”. Pensava ser a detentora da verdade absoluta e de todo o organograma do humanismo. Até que apareceu Karol Wojtyla (João Paulo II) e o seu ecumenismo. A tolerância de saber viver com os nossos defeitos e virtudes, através de um diálogo sem omissões, e de esperança de um futuro melhor entre todos os caminhos que preconizam o aperfeiçoamento humano em todas as correntes do pensamento. Desde os ateus, agnósticos e crentes… Existem vários caminhos para encontrar a verdade. Não de fazer a verdade. E neste mundo de exponenciais desigualdades. Demonstra-se a intransigência primária do preconceito, do egocentrismo, do individualismo, da ignomínia da indiferença. Com 2011 anos o mundo já devia ter mais juízo, ponderação, justiça social, respeito e abertura para congregar o universo do seu coração – as pessoas – numa igualdade quase equitativa. Mas não há bela sem senão o Mundo só gira… quem lhe propõe vida somos nós, as pessoas. A diversidade da sua génese… que é sermos diferentes na igualdade, está a colocar – se no patamar de constituirmos um mundo obtuso e mais figurante que participante. Digladiamos com as fontes da natureza a avareza de escravizar outros seres humanos. Somos escravos de instituições que criamos que depois lhe perdemos os freios. O sector económico é como uma sanguessuga, não tem rosto definido mas tem face e voz nos que prejudica… os impostos são as penas que políticos corruptos e sem escrúpulos não cumprem mas nos infligem como preito da suas habilidades atléticas sem possuírem regras de jogo e as consequentes acções disciplinares… Regredimos muitos anos no futuro que deveríamos viver com equidade e progredimos muitos anos para um passado que nos leva ao inicio da corrida. Temos que ser indignados na excelência da co-responsabilização nunca alienados na sua aplicação. Esse é o nosso designo. Temos que efectuar uma análise crítica e pacificamente expressar que não pactuamos mais com este conceito democrático, que quem aplica o sermão e a sua praxe, fica incólume e nós é que temos reembolsar em dois tons: dinheiro e sacrifícios. Não podemos consentir que uma Assembleia possua um grupo que se imponha contra coimas para aqueles que se fermentam no enriquecimento ilícito… que suporte indivíduos de índole duvidosa encobertos pela impunidade. Não podemos permitir que exista uma classe quase imaculada, que julga a torto e a direito sem que por isso não deva responder pelas suas decisões. Assistimos que pelo mesmo crime se invoquem atenuantes diferentes que por conseguinte improvisam penas diferentes… Temos que ser mais criteriosos com quem escolhemos para nos representar.Esta dita democracia não passa de um atoleimado serviço de carícias para uns e de um valentes pares de coices para todos nós…




JORGE GONÇALVES