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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

POEMA - Então irmão! … Pai de sobrinhos.

“Obrigado


"Poeta Louco"


De discernimento cristalino...


Água correndo pela cascata


Da floresta selvagem,
Espelho reflector


De perfeição convexa,


Coração de colibri,


Mente de elefante...”


Então irmão! … Pai de sobrinhos.


- Para o que nasce uma pessoa!?


Não e só para lhes dar carinhos


Para amar ser amado


Saber gritar e chatear…


E de mãos dadas andar a passear!


E do muito e do pouco


Ter sempre um observar “alcalino”


Saber meter o pé onde os brutos metem a pata


Saber comer… e dos restos tornar lavagem


Na arte de degustar, colocar os resíduos sólidos no colector


E reciclar o que é? – Tornar velho o novo numa forma anexa


E eu para ti…


Não tenho tromba… tenho a gravata dos CTT… fico elegante!


- Então irmão! … Pai de sobrinhos.


- Para que nasce uma pessoa!?


Não é só para andar aos beijinhos


Para chamar e se chamado


Saber falar e observar


E de mãos aladas meditar e rezar!


Esta miscelânea de letras


E tretas… …


É para que saibas e prevejas


Que as conversas são como as cerejas...


ALBERTO DE CANAVEZES

Usar a génese da nossa vida: NÃO.

Hoje aditei, um pequeno hífen ao meu item de novas. Não o pretendia. Nada fiz para isso. Fui abordado. Ouvi. Fui evacuar águas. Esqueci-me do nascente de tal fonte… normalmente, temos o hábito quando alguém nos está a mentir de puxar as calças para cima por causa de não ficarem aspergidas. Não foi o caso. Pelo contrário se não as seguro tão depressa ficava com elas ao fundo dos pés. Fiquei hirto e retesado. Se o frio contribuiu não o sei, mas que a”nova” é uma daquelas de arrepiar os cabelos, lá isso é. Mas verificarei se tal preocupação é verdade e a denunciarei sem qualquer tipo de problema.


Estou a ouvir Pedro Barroso num “deleite” de beleza de ensoberbecer: - “ Menina dos Olhos d`água”. Timbre que se confunde com o respirar e a beleza, música que nos coloca ao pé do eloquente e surreal e um poema de letras e palavras que são o centeio de um dicionário de rimas cintilantes. A sua cadência, faz-me lembrar “ que sempre que homem sonha o mundo pula e avança com uma bola colorida entre as mãos de uma criança”. Que “ A Pedra Filosofal”, só não é uma certeza, rugosa, firme e uma raiz estática, de sustento de solidariedade, porque nós, os adultos complicamos, o que é fácil. Num ano novo que agora começa as muitas intemperanças e bonanças da natureza; as rugas na face e os cabelos brancos e a perda de alguma elasticidade e força, que ao longo dos anos fomos perdendo, eram motivo só por si para nos recrearmos com mais equidade, discernimento e proficiência de sermos mais disponíveis para amar nos outros a velhice que muitos negligenciam que é o seu possível destino… – por falta de coerência civilizacional. O meu grande objectivo na vida é ser velho. Senão fico pelo caminho. O descaramento de não se respeitar “algo” que forçosamente deveria ser o nosso endereço antes da decessa, da nossa partida, define-nos como um animal racional imprudente e manifestamente oblíquo pró ignaro, sorumbático, delinquente social propenso a ser ignóbil na construção de um mundo mais fraterno.


Estejamos atentos. Muitas pessoas estão a retirar de Lares e de outras Instituições de Solidariedade Social, aqueles que sendo seus progenitores, os levaram para lá como quem arremessa um objecto ou um adorno tipo mono, porque não tinham pachorra para os aturar. Agora subitamente, lembram-se de um amor recolhido e negligenciado e num acto de cinismo puro e de contrabando social que atenta contra a dignidade dos nossos filhos. Porque como diz o ditado: -“ Filho és Pai serás, conforme fizeres assim acharás”. Carregam-nos de lá não se esquecendo de verificar se no bolso trazem a Reforma da Segurança Social. É esse segundo amor – o dinheiro – que os fazem rebocar os seus pais e mães, para suas casas. Para minimizar esta crise global, que tem como protagonistas interesses económicos de gente sem escrúpulos; políticos, medíocres, corruptos enfiados em interesses cooperativistas que lhe garantem a miserável impunidade a que todos assistimos de braços cruzados … Qualquer dia, começo, a levar as palavras aos actos e a mover processos judiciais a torto e a direito contra os pulhas desta malfadada democracia. Estou farto destes badamecos, e filhos mimados, para não os mimosear com o nome adequado. Isto está-se a tornar numa espiral, que de enxurrada vemos actos ilícitos dos mais hediondos, que as nossas mentes jamais podiam imaginar. Compreendo o “desassossego” social… agora engenharias para colmatar este putrefacto deficit de cidadania e de democracia impingidos… usando a génese da nossa vida: NÃO. “Amigos” o que temos que fazer é unirmo-nos e activar processos judiciais contra estes monstros, estes patifes que manipulam a nossa vida a seu belo prazer, e nos flagelam com a coima de a suportar. Não lhe devemos dar tréguas.


Jesus ao que chegamos!?


Meu Pai só eu e a minha irmã (toda a família) sabemos o quanto lutamos para ouvirmos o teu ultimo suspiro com a dignidade de sermos teus filhos. Orgulhosos no apelido que nos doastes e hoje suportamos de cabeça bem levantada. Minha Mãe – “quem tem uma Mãe tem tudo quem não tem Mãe não tem nada” – se estou distraído, diz-me ao ouvido no fim de me puxares bem a orelha. Se me estou a portar bem e se sou merecedor do teu inigualável amor, carinho e ajuda? Eu, sinceramente penso que sim. Que os meus filhos me façam o que me vêm fazer à minha Mãe e me viram fazer ao meu Santo, saudoso e querido Pai.


JORGE GONÇALVES

POEMA - Um amar... o amor... e a sua teimosia!

Hoje,


Ouvi um rumor


No vento:


- “Não choro…


Porque se calhar,


Sou forreta demais


Para desperdiçar lágrimas”


Eu amo como nunca a amei.


Não moro em lugar algum do seu corpo.


“Respiro porque é um acto que não controlo”


“Mantenho-me em cima das pernas


Sem nada fazer para isso.”


Pecados meus. Ternura a minha. Sufoco o nosso!


Como te posso, dar um sorriso!


Tratar-te entre a minha tristeza e agonia


Se sem ti caminho melhor de noite que de dia.


As trevas, do meu pretérito, estão purgadas no presente.


Nelas quero agarrar-me a ti e ter o mérito,


De ser novamente, um homem uma pessoa… gente.


Concluir o nosso caminho juntos… em ruas ternas


Nem que para tal, me redescubra num atalho, numa curva


Cingir-me perdido e ressuscitar absorto… morto.


E por detrás da cruz de Jesus suplicar-te:


- Meu amor não…tenhas medo


Talvez seja a nossa tempestade…


Que no fim de muitas palavras alienadas


Virá um cabimento na vida de bonança


Que depois de tantas tentativas falhadas


Existirá para nós a contrição da esperança.


O amar pode ser uma birra, uma alucinação de teimosia


Não podemos deitar para o lado, um pouco do tudo que vivemos


Um muito do nada que podemos viver. Escuta o meu pranto!


Envolto nas minhas suplicas… Eu, não quero… ser santo.


Quero, é purificar o trilho do nosso fôlego… e andança


E começar tudo… sem nada, numa sombra de encantamento


Aqui e agora. Não no meu nem teu… sim, no nosso momento.


ALBERTO DE CANAVEZES

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

TEXTO DESCONTEXTUALIZADO NO CONTEXTO DUM TRECHO…

Poderia sair do trabalho e ir beber uns copos com algumas pessoas que se relacionam comigo, assim como passar de “guia espiritual” e desfolhar a vida de cada um, na devassa da sua vida privada. Apraz-me registar, que me dá um enorme gozo, ver determinados indivíduos juntos a falar da vida alheia… que depois individualmente perante outros convivas dizem cordas e lagartos uns dos outros. A inveja é a pior doença mental que os pobres de espírito fomentam. A sua incapacidade de não serem capazes para ter tempo para tudo, demonstra o quanto o seu espaço é insignificante e a sua presença uma nulidade. Como não são capazes de se proporem atingir determinados patamares e vínculos desculpam-se com o “rabo das calças” e com “os barretes” da sua improficiência. Embebem pena. Não sabem ser confidentes. Amuam porque sim, ou porque não. Misturam alhos com bugalhos. E quando “atoinados” da tola, não “bate a bota com a perdigota”. Uma boa “cabra” de vez em quando faz bem. Vem ramificar a vossa debilidade perante o deus Baco e o diabo. Porque esta coisa de se ser santinho tem muito que se lhe diga. Alguns gostam de vez em quando, possuírem uns empurrõezinhos do diabo para as tentações do pecado. Senão isto era uma pasmaceira do “camano”. Se virem uma beldade feminina mandam-lhe uns galanteios, dão uma lavagenzinha aos olhos e agitam os ímpetos do sector reprodutivo. Mas têm que ter o cuidado de não estar por perto a “guarda-fiscal”, neste caso a parceira de muitas jornadas, ou um dos seus espermatozóides criados gente. Os filhos. Se os tiverem… Isso… são uns delatores muito persuasivos… Depois estão sujeitos ao querer entrar em casa, terem no hall de entrada a roupa toda amarrotada em sacos de plástico de um minimercado qualquer. Mas esse pecado tem que estar com uma taxa de alcoolemia abaixo dos 0,04… Senão a pressão sanguínea não dá irrigação para o “dito cujo” trabalhar com afinco e sem parcimónias.


Alguns vão ficar um pouco escandalizados com este texto. Mas o intuito é mesmo esse. Não é que afirmam a pés juntos que não abrem o meu blogue… e estão sempre a fazer sisos de valia da minha escrita! Só lá vai quem o pretende. Assim como eu só irei a uma tasca, dizer mal dos outros se o quiser… Em ambos os casos ninguém nos obriga. Como o cinismo é a arte dos módicos e ignaros, confesso que tenho alguma repulsa, ser procurado para lhes abrigar as confidências… mas continuo a ser um “baú mumificado”. Não lhes pago da mesma moeda. Esses… fulanos são os verdadeiros protótipos da raça propalada deste regime monoteísta com ilhargas para se tornar oligárquico. A génese da maledicência corre-lhe no sangue um pouco adulterada. Fazem-me lembrar um esgoto… em cujo interior dejectam-se delírios e realidades. Estou nos antípodas da vossa subserviência. Da vossa mania de rotularem tudo e todos com as demandas da vossa melancólica dependência de serem os polichinelos genuínos de um senhorio que está na sua fase descendente.


Com desprezo e alguma ignominia… por estar a perder tempo a falar de vós…


Só mais um recadito. No meu Blogue mando eu.


ALBERTO DE CANAVEZES / JORGE GONÇALVES

domingo, 1 de janeiro de 2012

POEMA - A nossa Alforria.

Não tenho agrados a dar…


Não faço fretes a ninguém,


Só… à minha consciência.


Alimento-me da minha cidadania


Bebo da minha liberdade.


Não me submeto a interesses


Não me burlo.


Acredito que estando só


Com a minha anuência


Determinação…


Preso a este nó


Chamado: - cidadão.


Posso viver na morte


Posso da morte viver


E… sempre ter sorte!


Não presto obediência


Ao reduto do mais forte.


Eu sou do povo, sou astuto…


E entre muitos há-de haver um dia…


Na astenia de nunca marcar passo.


Andar em frente… e se paro e escuto


Agarrei o que queria…


Está no meu regaço:


- A nossa Alforria.


ALBERTO DE CANAVEZES

POEMA – A, ti. Um bom ano!

Vi o mar, quando olhei… para o alto


O céu, quando pisei nuvens no chão


O teu amar do nosso sémen de amor


Nas gotas de orvalho de um Sol falto.


Oculto na Lua… estrelas lêvedo de pão


Caídas em migas num suspiro de suor.



Um regato nasceu do nosso coito


Uma ribeira cresceu lentamente


Um rio apareceu com paz e afoito


No mar chegou réu airosamente…



Idolatro sexo… beijar-te e dizer: amo-te


Sorrir para ti na fidelidade de ser só teu


Dizer ao ouvido: - se procuro…chamo-te


E ser um só. No teu, tu. E no… esse, eu.


ALBERTO DE CANAVEZES

Um dia para assumir propósitos anuais.

Comemorei a passagem de ano como sempre o fiz até hoje. Dentro do meu espaço familiar, junto da família. Deitei-me pelas duas da manhã. Levantei-me, eram oito e trinta, tomei “as gotas” e deitei-me outra vez. Desejei um bom ano à minha esposa… Adormeci novamente. Levantei-me, eram cerca das quinze horas da tarde. Tomei banho – tive o cuidado de vestir umas cuecas azuis – e vesti a roupa do ano anterior. Uma camisola interior, que passa para o exterior aquando do verão, ofertada por uma colega de trabalho que pertence ao Moto Clube de Gois, o Nuno. Umas calças com os bolsos rotos… Uma camisa azul já gasta… umas meias em razoável estado e um meu casaco de muitas horas de alegrias e tristezas. O meu manto, a pele desta carcaça que este ano senão morrer de morte natural ou for empurrado para esse belo acto de silêncio, por convicções, motivos de cidadania e liberdade… fará cinquenta anos de idade. A morte é uma circunstância da vida. A morte fascina-me pelo seu lado dogmático e pela presença física de nada pedir a ninguém e estar por cá… Não a temo… porque ela definirá na posteridade se valeu a pena, ter merecido viver e se fui digno de ostentar a sua alma. Recuso-me só ter nascido para morrer. Acredito em algo que me transcende. Mas cada vez, me vejo mais distanciado da Religião na qual fui criado. A Religião Católica. Respeito todos os acólitos de todas a religiões que pugnam praticar a sua epístola fundamentada nos valores espirituais que respeitam o ecumenismo da liberdade de reconhecer vários caminhos para chegar ao ponto de encontro da “Terra Prometida”, na paz, solidariedade e respeito mútuo. Assim que possa vou levantar uns livros… para me documentar sobre o caminho com qual mais me vou identificar. E abraçar essa crença, sem complexos. Nem qualquer estigma de ser acometido por apreciações depreciativas, dos iluminados cá da paróquia.


Tenho propósitos e objectivos que pretendo alcançar. Quero corrigir alguns erros de percurso; quero honrar com Instituições Bancárias renegociando outras prerrogativas de comprometimentos que por várias vicissitudes descorei … sem nunca dar tréguas a manigâncias e trafulhices, dos comensais deste regime corrupto e acéfalo.


Tenho coisas que pretendo fazer… que intrinsecamente são de valor e auto-estima pessoal…; familiar e colectiva. “Não me peçam piedosas intenções”, serei eu em mim num ano que preconizo ser de muitos proveitos pessoais e de cidadania. Alguns mitos irão cair por si... Haverá deserções, sem dúvidas nenhumas… Haverá um inicio de purgas em sítios e zonas fundamentais dos catálogos que esta democracia criou. A impunidade nos cargos públicos irá começar a ter consequências. Quero e exijo, participar na Reforma Administrativa do Poder Local. Não pretendo impingir a minha vontade, quero que ela seja um contributo para aclarar reflexões e análises construtivas. Não pretendo ser um cidadão que só serve para pagar as calinadas de políticos medíocres e alienados. Quero participar, como contribuinte – indignado - e através do preceito da minha classe de homem que ama a sua Pátria.


Quanto tanto possível, pretendo estar em todos os “areópagos” das decisões políticas.


Quero codificar os mais de cinco mil poemas que possuo, escritos desde os meus dezassete anos. Aperfeiçoar os meus quinze livros. Cujo primeira obra, chama-se “Tia São”, uma homenagem à minha tia Maria da Conceição Rodrigues, e há aldeia de Sabouga. E personificar essa deferência também, em todos os seus habitantes – aquando da minha meninice – em duas pessoas que jamais pretendo esquecer, a Ti Augusta do Soladinho e o Ti Ferreira, da Quintã…


Quero treinar uma equipa de Futebol. Tenho conhecimentos para isso. Certificações para tal. Sei dar treinos específicos e por sectores. Tenho a noção que tenho qualidades para edificar Atletas de eleição. E ajudar… a mudar mentalidades. Não é snobismo é ter a noção das minhas capacidades e dos meus conhecimentos. Depois existem os adversários que podem aquilatar dessa realidade ou não… aprendi muito com o meu filho Tiago. Um treinador de mão cheia. Aliás, pode ser tudo o que quiser. Talento não lhe falta… (depois a seu tempo, terei umas histórias para contar sobre uns puxar de tapetes…). Independentemente, de muita treta que por cá se diz… contra factos não há argumentos.


Em suma, terei tempo para tudo. Dormi no primeiro dia do ano aqueles minutos a mais que não dormirei no seu decorrer. Faço isso todos os anos.


JORGE GONÇALVES