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sexta-feira, 13 de abril de 2012

POEMA - Meia encosta arriba... Meia encosta abaixo

Numa terra de caminhos seculares


Perco- me no Soutelo de muitos olhares


Sinto em ventos de escapada


Monges, Fidalgos, sereias de encantar


E mesmo na calmaria quero-me enganar.


Não me levanto, deito-me na alvorada.



Que belo maninho ala ao alto


Meia encosta arriba


Meia encosta abaixo.


Sou rude no meu modo de meio


Sinto-me meia arte … vereda cheio


Numa parreira sem um cacho


Que na sombra procura o que não acho.



Olho o longe a norte do meu ombro


Sem escolher o meu lado de ver


Quero levantar-me do seu escombro


Que ceva a vida para desaparecer.



Parto sempre de lá


A mirar a herdade da minha presença


Estive numa rua sua que fica e está


Que feliz, lamenta a minha ausência.


ALBERTO DE CANAVEZES

POEMA - Lugarejo de mi Aldeola

Que vela me diz bela paisagem


Que açude os meus olhos espraiam


Vejo o Mondego em menagem


Sem que o seixos me avoquem.


E neles os olhados me toquem.


Vilar. Casal dos meus espíritos


És um cais e um dos meus portos de abrigo


No enigma do Divino Espirito-Santo


Na fé de um “ateu” sem roupa nem manto.


Que canta-canta o barulho do lazer


De mãos abertas no dar sem o receber.


ALBERTO DE CANAVEZES

POEMA - Louredo

Desci a Louredo


Senti-me empoleirado


Num grão de pó a coscuvilhar.


Molhei um pé no Mondego


Porque eu quero é sossego


No meu génio e no meu luar…



Uma gota de água


Volveu comigo sem peugada


Estava seca e não molhada.


Tendo chovido em mim


Águas revoltadas.



Aonde andas tu!


Amor das minhas alvoradas.


Amor de imensas desfolhadas.


Aonde andas tu!


ALBERTO DE CANAVEZES

O autarca e o delfim na “política da terra queimada”.

Li por aí que o autarca e o seu delfim definem a postura da aguerrida oposição à “coisa do desatino” como a “política da terra queimada”. É uma postura ridícula que define quem a proferiu politicamente e a corrobora. São indivíduos que não possuem a missiva do contraditório como uma reserva de análise democrática. Um quer fazer as coisas porque sim, o outro defende-as porque não (?). Temos, sempre servido em cima da mesa uma ceia mal cozinhada e sempre de temperos ambíguos. É-se preso por ter cão, como por não o ter. Confesso que me deixa numa tristeza assarapantada ver que o velho autarca manipulou o delfim com mestria e presteza. Mete dó que um jovem – na causa da política – possua um bocal de ordenação e possança anterior ao seu pleito de caracterizar a sua cidadania. Quer ser uma cópia fidedigna do seu mestre sem se dar ao cuidado de desfrutar per si de novos conceitos e conhecimentos. Limitou-se a absorver a corda para boneco ser, numa de menino de fretes e recados.


Desafio todos os analistas, fazedores de opiniões e “os porque sim” a verificar as Assembleias para verem a triste figura que ambos completam. Um quer mandar escabrosamente nos trabalhos (deixando a signatária que legitima as decisões da acta em minuta num constrangimento e embaraço atroz) o outro numa patética postura de querer defender o indefensável (sendo chamado para absorver corda para falar de coisas que raramente entende ou tem vocação para explanar) já que é confrangedor ouvir as suas divagações sobre a causa da coisa… que o leva a falar. Ridículo mesmo.


É verdade que os Independentes eleitos nas listas do Partido Socialista, reclamam muito sobre as actas. Indubitavelmente isso é um facto. Mas fazem-no porque elas são manipuladas, adulteradas e cozinhadas. Não está em causa a sua feitura pelos Funcionários da Autarquia, nem a sua idoneidade, estes executam ordens. Está sim em causa, as diligencias fraudulentas de quem quer meter o bedelho em tudo que tem o seu cunho para o bem e para o mal. Tão só, isso.


Um exemplo que posso denunciar é a postura indecorosa e de barbicacho que o autarca patenteou numa reunião ao insidiar um discurso a raiar a pornografia pura e simples. Tipo sado-masoquista. Uma porcaria. Outra foi ao ameaçar o Porta-voz da bancada da aposição quando este se solidarizou com o seu camarada vereador que sofreu uma investida de tal bruto. Ameaçando este com Tribunal, afirmando categoricamente que era mentira. Tal acometimento, teria o seu começo, “na segunda-feira” seguinte. Quantos são os dias que correm e faltam para a audiência? Mentira é e foi a mentira das suas frases. Eu presenciei estas Assembleias. Eu estava lá. Não emprenhei pelos ouvidos. Eu escutei e observei. Isto está escrito nas actas? Mais, se alguém se sentir lesado pelas minhas afirmações que me peça explicações perante “Quem de Direito”. Estou farto de falsos moralistas que se escusam a evidenciar o obvio e se comprometem com a “coisa do desatino” a todo o pé de passada. Alguém deve ter um bocadito de “pusilanimidade”. Não!?


Quanto ao dito enxovalho da “política da terra queimada” é de uma pobreza franciscana que manieta e tolda a inteligência do mais comum dos mortais. Os Jovens vão levando a “cruz ao calvário” dando contributos validos para melhorar a nossa cidadania, mas pura e simplesmente tais tributos são negligenciados, ostracizados e engavetados até o esquecimento lhe darem outra roupagem e outra paternidade. Pragmaticamente o dito. É mentira!? Proclamem as hotes na procura de quem desvirtua a verdade. Eu sei aonde esperar e aonde pretendo encontrar-me para o afirmar de forma perentória. Aguardo boas novas de ser convocado.


Não suporto tanta hipocrisia e saloiíssimo político. Chega.


ALBERTO DE CANAVEZES/JORGE GONÇALVES

quinta-feira, 12 de abril de 2012

POEMA- O Borbulhar da Fonte (Casais)

Quando for aos Casais, Sobreiro, Oliveira e Ervideira…


Vou ver se existem sombras minhas pejadas pelo chão.


Parar na porta do barbeiro António e espreitar a nudez…


De mulheres vestidas no papel da revista. Que fadigas.


Que meninice nos braços da Dona Miquinhas, oh! Ilusão…


Dos meus fétiches juvenis. Andar na bicicleta do Armando


de travões de alavanca. Sentir o burro a dar horas sem favores.


Inalar o cheiro a bode entre aromas a ameixas e um morangueiro tinto.


Acompanhar o Sr. Silvério na minha “alma grande” entre as espigas


do milho na eira. E soltar um sorriso jocoso para a orla das raparigas.


Sentir-me um grande galo sem poleiro e tirar de ginjeira e pinta o perfil de um pinto.


Esperem. Não me retirem do meu imaginário recordações. Eu vou andando


Procuro-me no borbulhar da água na Fonte. Tenho sede do tempo desse tempo


Acordar no poente da nascente do meu sol-posto. Aprender o que sou neste momento.


ALBERTO DE CANAVEZES

POEMA – Alto de Alerta ao Alto

Hoje bem mais próximo do firmamento


Pelas cumeadas das urgueiras e tojos


Na bordadura da Serra do Carvalho


Nos Terreiros de Além. A, meu tempo.


E nos Terreiros de Santo António. Ao sol.


Não temi o vento nem os seus arrojos


Trilhei um fôlego em mim de orvalho


Afastando-me de uns afogos e despojos.


Fiquei atónito, pobre e um tanto amole.


Em fronte da porta da Capela orei.


E ao ar de tanto o alentar corei…


Que espírito enorme desfruiu e vivi…


Que me confundi com o pólen do mel


E qualquer letra perdida num papel.



Pensei ser dono do mundo. Apeteceu-me clamar. Alar da “li”.


Mas vi que o mundo… é mais do João Rodrigo e da Margarida.


Dois “infantes” do reino da Aldeia mor. São a sua alma colibri.


Eu confundo-me com o pó da passagem. Numa álea já perdida.


ALBERTO DE CANAVEZES

O FUTURO DE ... PODE PASSAR PELA CÂMARA DE COIMBRA. IY

QUARTA:


1. As autarquias vivem momentos de algum “embaraço” político. Exibem momentos de dubiedade politica perante a propalada nova Lei da Administração Local. Para além das exigências de consignar sem “outros” rendilhados as contas do deve e haver, como nunca até aqui foi solicitado. Depois do 25 de Abril a Edilidade não teve outro responsável pela sua Conta de Gerência. Quer queira assumir, ou não, esta penúltima Conta de Gerência (2011) que vai levar a “ratificação” – neste mês - é de basilar importância para a sua ”capitulação” na política. Para o ano ainda tem a continuidade deste ano (2012) e tem que estar fidedigna e feita pelo telescópio das miudezas. Já que, a de 2013, não é ele que a vai submeter a “julgamento”. Como tal, aonde vai rubricar o aval dado “a escape libre” a uma Instituição Regimental, entre “os” “outros”?


Nada lhe diz (nos diz) que os Eleitores não façam uma opção estranha á sua vontade, nas próximas Eleições Autárquicas e que no seu resultado “outras gentes” queiram coscuvilhar melhor as “contas de merceeiro” à linha e lupa. Em suma o ser criterioso e disciplinado na sua elaboração e apresentação, vai-lhe retirar muito do seu sono e tempo.


Nestes quatro considerandos – que são a minha opinião que não pretendo vinculativos "há" verdade – “aqui”: - será o seu campo de batalha, único e exclusivo. Coimbra para ele, torna-se uma “utopia” no já era “uma lição de amor e tradição…”.


Quanto aos meus considerandos o tempo responderá por mim, de certeza absoluta.


(Aprendi que a politica é uma corrida de maratona, nunca uma corrida de velocidade. E quem se fundamentar nesta última, no arranque cai.)


ALBERTO DE CANAVEZES / JORGE GONÇALVES