VISITAS

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Cueiros de fora de gola alta …

Existem tempos que nunca passam de efémeros pedaços da vida que se dissipam sem honra e sem glória. No entanto existem outros que se convertem em tempos imemoráveis. Doutos registos, que quando vividos na integra decifram a essência de génese humana. Assim preconizo que nessa conformidade - quiçá – ousemos decifrar a história. Sem uma interpretação selectiva mas de uma forma consistente e factual.
Quem se faz ao percurso com uma camisa branca sabe que se habilita a ficar mascarro de suor.
Pode ser que o tempo precise de um aconchego de temperos de outros tempos. Prometimentos de larguras e comprimentos. De altezas e profundezas. Com certeza e singular... Mas por muitas, unhemos o plural.
… … …
Quando eu quiser. Eu explico.
Ok.
(interpretem ou não…)

ALBERTO DE CANAVEZES

domingo, 6 de janeiro de 2013

POEMA - O fel do cindir para reger por engodo

Não gosto de uma única ideia de rezar
Nem tão pouco de uma singular abadia
Sou ecuménico no trilho para a divisar.
O sol quando nasce faz-nos sentir o dia.

Quando o pecado é excessivo, assaz e desmedido
Não achegam todos os piedosos por si num ai
Exige um coro na rua nu e de todo de nós vestido  
Num dar de uma fé que atenta o dano que cai.

Aparto. Apartei.
Porque não acredito em capelinhas…
Nem em luzes reluzentes que brilham.
Nem em falsas preces para alminhas.
Nem em cassetes boçais que o cilham.
… … …
Alberto de Canavezes

sábado, 15 de dezembro de 2012

POEMA - ... por onde andas?

Sentei-me num sorriso teu
Coloquei-me no colo do teu olhar
E por onde passava o vento
Rodei à tua volta sem te encontrar.

Meu amor por onde andas?

Julguei-me a teu lado.
Até um pouco para lá do afastado.
Mas mesmo tocando-te…
Não te senti e detive-me preocupado!

Meu amor por onde andas?

Vi -te agora!?
Não o creio com certeza…
E não te creio a meu lugar!
Que tempo sem ti.
Que eternidade viver assim…
Sei que o pulsar do meu coração
Aguilha pesado uma miragem
Carrega dentro de mim
A figura perpétua da tua imagem.

Se andas em mim!
Meu amor por onde andas?
… … …
Alberto de Canavezes

sábado, 10 de novembro de 2012

Fedores e odores bafientos… (1 - !)

Apertaram-me uma calosidade… e doeu.

Existe “algo” na orbita planetária:
Em que existe um “contrafeito” mal-educado – “com um dom qualquer (?) ” - que ousa manietar o percurso das pessoas como se fossem um objecto. Usa e abusa do poder outorgado, para perpetrar os seus achaques contra quem ousa pensar e agir diferente. Engaveta as ideias dos outros e tempos depois por Lâmpada de Aladino, implanta-as como suas, semeando o seu endeusamento e cristalização... Assim como, existem indivíduos emproados que o combatem como perus inchados, nauseados, abeirados aos bordos de uma conduta que não cultivam. São mancebos da causa pública que mandam uns bochechos de “alquimia” da boca para fora e preconizam serem os Richard Gere, de uma nova maneira, romântica, de fazer política. São dos tais que nada fazem em concreto para aniquilar o “tártaro do contrafeito”. Aliás contribuem para esta pasmaceira. Porque desacreditam com os seus preitos retóricos a oposição como alternância de poder. Porque se falar dos seus actos em prol da causa pública, a coisa enfadonha… Nada promovem, nada movem, pouco fazem, muito prometem e nada se mortificam. Quando chamado a contas desculpam-se com a sua vida privada e profissional. Relapsamente deixam-se coabitar.
(Este texto, vai lentamente continuar até moer o qb.)
JG

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Poema - Frio de amor em quentes amares

Sinto um arrepio imenso de frio
Quando me julgo no calor dos teus seios
Quando me cinges com um olhar de anseios
E ouço nas cordas de um violino
As mágoas melódicas do nosso destino.

São, estas as alucinações que crio…
Quando me descubro perdido em enleios
Na certeza que me faço escoltar de receios.
E ouço-me a chorar como um velho menino
Sem nunca ter crescido e continuar pequenino.

- Meu amor que arrepio!
Meu amor doa-me esse castigo
Pois se amar é bom e mau assim-assim
Não me acordes
Deixa este sonho
Ser filme até ao fim.

- Meu amor que amor respiro!
Falta-me a aura para te declamar
E a tua alcunha para me apelidar.
Achada,
Depois de a reviver…
Não te incomodes
Deixa-me nos teus seios adormecer.
Tenho imenso frio
Quero-me esquentar
Se arrefecer…
Não fiques preocupada
Só não me deixes acordar.
… … … …
Alberto de Canavezes

sábado, 3 de novembro de 2012

POEMA -Teimosia de não ser obstinado…

Quedo-me ao pé da minha sombra
Reparo em algo que aparte de mim
Que adeja nas asas de uma pomba
E que no partir já é dado a um fim.

Existem eternidades, horas e tempos
Que a morte nos trás vida e silêncios.
Existem eras, desforras e momentos
Que açoitam chamas a uivar incensos.  

Eu procuro-me a olhar em redor sem nada ver
E tenho que do muito que desejo o descubro.
Distante fica o meu traslado de perto o saber
Na fineza do manto que me destapo e cubro.

Que nos tempos que se passaram e nos que onde vir
Eu pretendo-me convencer sem nunca me persuadir.
ALBERTO DE CANAVEZES
  

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Manias maninhas e quixotadas na filosofia da malga oca e sem fundo!

Hoje fui apelidado de escritor (em tom depreciativo). Apreciei. Adorei. Respeitei.   
Porque vivo numa terra dada ao tosco e limitada de horizontes…
Hoje passei por um fulano que fez vista grossa á minha passagem. Honrei. Estimei. Idolatrei.
Porque vivo numa terra dada ao tosco e limitada de horizontes.
A subserviência de pensamento e de análise crítica só aflige os acocorados ao poder instituído e aos acanhados de cidadania.
Numa obriguei ninguém a vir atrás de mim. O mais que posso fazer é dar a mão e frequentar esse caminho em complementaridade de sintonia e proficiência mutua.   
A amálgama de letras da minha escrita está para mim o mesmo que a água está para a fauna e flora e para a sopa de uma ceia. Só bebe quem tiver sede e só a “engole” quem tiver fome.
A cultura só se exprime para alguns, entre um copo de vinho e por aplauso de uma… dor qualquer. Mete-me nojo a falta de respeito que algumas pessoas se devotam a si próprias. Discorrem diferente… mas outorgam o discernimento igualzinho ao “abelhudo” proeminente - para subsistirem…
Fiz uma meditação sabática de mim e do “mistério” que me rodeia. O meu Baú da Histrionia esteve informe e ancoro… (Porque eu quis.)
Mesmo com as nódoas que me assolam… aprecio a minha maneira de estar na vida e da arte sublime do silêncio que me espera e aguarda. A morte é um preparo que a vida nos aplica sem discriminações. Não sou irrepreensível nem um esmero a reproduzir – sou eu em mim – num comunitário sentido de existir.
Isto vem a bem de um propósito, de se, ser, alardeador das propensões dos outros (minhas) e denegrir nele (eu) as (suas) / (deles) debilidades intelectuais e físicas. E digo físicas, porque eu tenho tempo para tudo (até para me “encharcar”, quando quero e com quem quero… em cultura assídua e permanentemente ubíqua). E, eles nesse diapasão, metodicamente fugaz, só para além do tempo a que se esmaecem, ficam reduzidos a criticarem-me: - porque sim. “In” consequência do discernimento… Qual efeito de ser o quanto de uma indigência de mamar “espírito” com que saram as suas feridas.
Coitadinhos. Grandes dói-dóis. Grande padecimento…
“Temos pena”.
Alberto de Canavezes