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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A coluna vertebral de um cidadão livre!

Quando nos acusam de não ter coluna vertebral e de titubear o esqueleto para os lados é um atestado depreciativo. Mas só o é, ou o passa a ser, se o inquiridor tiver um cadastro impoluto de virtudes. Que o seu único defeito, seja ter o dedo lampeiro para acusar e julgar de forma persecutória.  Não é o caso e ficamos falados face ao ruido de quem percorreu o passeio da esquerda para a extrema direita. Gosta de espalhafato e de radicalismos. É muito disruptivo!

Mais grave que isso, é termos um simpático que invoque outras avarias, para se poder juntar com tal figura a morder-me no canastro. A festança deveria ser boa e o arraial de uma folia estonteante. Confesso que rejubilo com isso. A vida só faz sentido se a nossa existência proporcionar a felicidade nos outros. Dá-me pica e a adrenalina suficiente para sorrir, rir, sacudir a água do capote e seguir caminho.  

Nunca neguei a ninguém que sou de direita. Que sempre votei para as legislativas no PPD/PSD. Não sou é carreirista. Muito menos, lambe botas.

O estar como militante num partido político, não me faz perder os cinco sentidos da análise crítica e de expressar a minha opinião. Obriga-me a potenciar essa prerrogativa. O ser exigente cria a competência.

E nesse sentido, não posso deixar de expressar o meu censo litigável sobre a espera que se efetivou à “Depressão Kristin”. Um evento extremo climatérico, com rótulo de alerta vermelho, que pode pronunciar entre outras advertências o recolher obrigatório e interdição de circulação.  Soubemos prevenir que iria acontecer essa ocorrência, mas não conseguimos reagir com a destreza necessária para fazer face aos seus efeitos e causas.  

O evento catastrófico viveu-se de noite, madrugada. Imaginemos se fosse de manhã, na alvorada de uma população a acordar, levantar-se e sair de casa, para ir para as suas rotinas diárias!?

Não soubemos atempadamente que esta vetusta besta se preparava para atacar o território nacional com maior incidência entre o Distrito de Coimbra e Leiria! O, que se fez na propagação de informação e quais os conteúdos trazidos a divulgação para de uma forma pragmática os cidadãos se apercebessem do seu grau de perigosidade!?

Ninguém escambou sonhos por insónias. Julgou-se que eram ventos mais açodados, chuva com mais uns pingos e o Atlântico mais alapoado.  Nas vésperas as televisões continuaram com a sua grelha de aleivosias de entretenimento, os jornais nas mesmas alcoviteirices e bisbilhotices e as rádios a dizer as mesmas larachas e pataratices. Afloraram “a coisa” como se de um arrufo se tratasse. Algo anormal, mas de peito feito devotado à indiferença de informar sem alarmismos, mas com o pragmatismo adequado. Entreter a malta é a fórmula de uma catarse anestésica e sorumbaticamente aceitamos isso como o nutrimento vital. O improviso, depois do malfadado fado é a reserva da rua mais perto de nós. A vizinha mais sorrateira e adivinhada para socorro, passa a ser a indiferença.

A Sra. Ministra da Administração Interna, certamente assustou-se, derrapou na linha de partida e provavelmente, esbardalhou-se. Momentaneamente perdemos o contato com seu o paradeiro. Deduz-se que pudesse ansiar por palavras de conforto, de serenidade e de incentivo para se levantar, mas lixou-se, a malta andava atarefada.

O Estado de calamidade se calhar não foi solicitado de imediato, porque prevê-se mais uns ímpetos climatéricos para o fim de semana e com uma cajadada só, enfuna-se dois alforges de esmolas da Europa!

Mais firmeza e prontidão exige-se, Sr. Primeiro Ministro.

Pronto, lá vem o meu amigo de coluna vertebral indemne com a história do vira casaca. Por acaso, para o mau-olhado, até me sirvo desse efeito. Mas cá para nós, não é que acredite muito nisso, mas dá jeito para criar a sugestão que tenho um escudo tipo carapaça, daqueles que “incha, desincha e passa”. “Saúde e coza ao forno!”



segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O paradigma de uma eleição presidencial que tem na segunda volta:

O IMPROVÁVEL” e “O CONTRARIADO”. 

Regressei a uma filiação partidária. A um partido político com quem tenho enormes afinidades dogmáticas, PPD/PSD. Confesso, que fui para a assembleia de voto com algumas indefinições, mas assumi no apuro do ato, votar no Dr. Marques Mendes. A outra hipótese, seria o Dr. João Cotrim de Figueiredo.

Tenho pelo Dr. António José Seguro, respeito cívico e democrático. Um homem que foi um mal-amado no Partido Socialista. Apunhalado por um estratega sedento de poder – sr. António Costa – causador de muitas enfermidades com que o sistema democrático vive. (Sem esquecer um tal, José. O apelido não digo, para não ofender um filósofo que admiro).

Quando apresentou a sua candidatura o Dr. António José Seguro, antes de receber qualquer critica de outras origens, foi humilhado e torturado de críticas pelos camaradas que assistiram ao seu abandono da vida política e pública, sitiados no Largo do Rato.

O Dr. António José Seguro, não reagiu a nada e não comentou coisa nenhuma. Fez-se ao caminho com os seus amigos e admiradores, e pouco a pouco, viu do Partido Socialista, adventos: os acordados de vigílias, vindos do nevoeiro, empurrados, tropeçados, mortiços, espantadiços, melancólicos e os sem vergonha nenhuma na cara. Nada que o fizesse abandonar o carrinho de choque com que se fez à viagem. Sempre tranquilo e a cumprir o código da estrada, evitando abalroamentos, despistes ou colisões em cadeia. Nunca teve a tentação de parar, bisbilhotar, tirar uma “selfie” e postar-se, postando a paisagem que ia acontecendo. E isso deu-lhe o direito democrático de subir ao palco nas Caldas da Rainha, para agradecer a confiança nele depositada. E isso fez dele “O Improvável”. Tornou-se “forçadamente” independente. A sua sorte.  

“O contrariado” é o Dr. André Ventura. O senhorio do Chega. O político omnipresente das autárquicas. O líder da oposição. O candidato a Presidente da Républica. O emergente e insurgente líder de um partido que se instalou na sociedade portuguesa, devido a todos aqueles que tiveram engulhos de boca a revelar apoio ao vencedor da primeira volta. E os demais - sobejamente conhecidos - dos partidos do arco da governabilidade.

A esmagadora maioria do eleitorado do “grande líder” é gente tão portuguesa quanto eu. Simplesmente está aborrecida e indignada com a promiscuidade perpetrada por pessoas sem escrúpulos que usaram e abusaram da delegação de competências que lhe foram atribuídas pelos cidadãos eleitores e a quem “teimosamente” fomos reiterando confiança, sem um escrutínio de análise critica. A filiação partidária ou simpatia pessoal, falou mais alto.  

Os partidos do arco da governabilidade deram primazia ao cartão de militante e polvilharam de gente impreparada, pilares fundamentais de uma sociedade. Na educação, na saúde e na justiça, tendo estabelecido uma lógica cooperativista de interesses genealógicos partidários.

A tríade de um estado social equitativo e responsável, eclipsou. As políticas demográficas foram e são desastrosas. A reorganização territorial para mitigar o abandono do espaço rural e a sua degradação ambiental é uma coutada de experiências vãs e de negociatas. E perdem-se vidas de uma forma hedionda. E derruímos património de uma forma absolutamente criminosa. A lei da labareda atribui o seu legado devastador. E tudo isto acontece pela incúria política e falta de sentido e autoridade do Estado.

Para completar o ramalhete, o atual Presidente do Conselho Europeu – um estadista de mão cheia, um visionário que se amantizou e se fez compadre das amigas e dos amigos que odeiam a União Europeia para ser poder por cá – escancarou as fronteiras com o beneplácito do Sr. Presidente República Dr. Marcelo Rebelo de Sousa e vimos entrar ao libre arbítrio “todos e todas” sem uma regulação adequada, equitativa, solidária e humanista. Com êxodos nos antípodas dos nossos valores ancestrais.

E com todas estas enfermidades por falta de uma boa alimentação política, higienização dos médicos com os descuidos dos pacientes, surge o deus das mezinhas ambulatórias.

Tem remédio para tudo e nem precisa de internamentos. O partido é ele com ele. E neste proliferar de soluções verbais, se os partidos históricos da nossa democracia não ganharem vergonha, decoro e respeito mútuo entre si, o deus omnipresente, está com alma a sair das zonas rurais e ascender a meia encosta das cidades, até tomar a torre de menagem de cada castelo.

O seu discurso de ascensão à 2ª volta, foi o de um candidato para o ministério de governo não de magistratura de influências. Em vez de congregar apelou a uma falange, acicatou ânimos, fomentou a discórdia, pulverizou ódios e tentou criar a imagem de ser o “soberano” à direita.  E isso, nós – democratas desse espaço e espectro político – não lho devemos consentir. Temos que saber expurgar todas as nossas responsabilidades pelo caminho até aqui percorrido, e assomar aonde exageramos na omissão e negligência. Aonde perdemos a confluência da mensagem da nossa maior referência, Dr. Francisco de Sá Carneiro.

Por ter o discurso que teve, considero que estava no palco errado, tornando-se “o contrariado”.

Tudo neste pais se começou a afirmar e a originar, como quem faz a leitura de um livro. Abre a primeira página, lê-a… procura o meio do livro, passa os olhos… e vai para a esplanada a lê-lo a caminhar pelo passeio, faz que tropeça, vitimiza-se, desperta olhares, e maliciosamente suspira: - “Ups”, ia caindo!

- Mas, quem realmente se estatelou, fomos nós!

Há que percorrer informação, explorar as narrativas e projetar a história como ela se viveu e foi descrita. Nunca na profanação dos direitos de autor ou através do seu plágio.  

Eu não vou ficar indiferente à 2ª volta. Vou votar no Dr. António José Seguro.

Confesso que não simpatizo com alguns dos seus amigos. Que tenho a noção que vou encontrar alguns radicais de esquerda. Que me vou cruzar com jacobinos e outras tribos remanescentes de apoleirados.  Mas não são eles que me incomodam. A matriz do Partido Socialista é profana de deuses menores. Tem ascensões e dissensões. E eu embora censure veementemente o período do José, do Costa e do Nuno e dos seus correligionários, acredito no perfil estatutário dos seus valores democráticos. Sabendo que temos muita propensão para discordar. Mas eu necessito desse aditivo antagónico para enaltecer a democracia que amo e desalmadamente defendo.

Depois o Dr. António José Seguro sobreviveu ao seus mais veementes detratores e eles estão quase todos dentro do seu próprio partido. E isso diz-me duas coisas. É um homem com personalidade e imensa resiliência. E que ao escolher a cidade das Caldas da Rainha é sintomático para todos. Nela, também nos doou uma mensagem de estar atento e de esperança, que Rafael Bordalo Pinheiro expressou no “Zé Povinho” como figura de indignação e frustração. E basta-nos este boneco.

Não podemos pedir alteração de comportamentos, senão formos exigentes com as nossas escolhas.

A minha filiação, agora, tem como referência os valores da democracia pluralista nos primados da tolerância, da harmonia social, do humanismo, da equidade e do respeito pelo espaço de cada um, na República Portuguesa.  

domingo, 11 de janeiro de 2026

A ignominia dos anónimos e a sua bravura! E os Calinóquios!

Prolifera nas redes sociais – e um pouco pela rua – uns indivíduos e grupelhos de bravos do pelotão. Figuras e gentes de uma tribo de guerrilheiros mais parecidos com bagunceiros. Poltrões. Mandam umas atoardas para o ecrã como inquisidores providos do “século das trevas”. Instigadores de um declínio ético e moral quando se recriam num estado de direito e no primado de uma democracia pluralista. A clandestinidade é uma arma quando o obscurantismo segrega os valores básicos da cidadania plena e da liberdade das pessoas.

Eu próprio já fui vítima de alguns afeiçoados do abstrato sem silhueta e recheio intelectual. O mudar de opinião não é crime. O aprimorar conceitos, o dialogar a pedir explicações, o ponderar analisar contextos, o decifrar novos conteúdos de estar e de informação e o esgrimir o tempo no seu tempo nos seus momentos, não invalida o ter sido crítico e agora trilhar um caminho, sobre a alçada de um signo e procurar outra sina. Não retiro uma virgula ao meu passado, isso era desvirtuar a minha história. Como não antecipo viver o meu futuro sem lavrar, semear e cultivar o meu presente.

Assisto cá na paróquia a atoleimadas diatribes de censura sem rosto, configurada num bonecro com óculos, ou não, a cilindrar personalidades políticas. Alguns com textos acutilantes e pertinentes, mas enfermos de idoneidade intelectual por falta de esqueleto, muito em particular sem coluna vertical. Que se esvaziam e esfumam sem remissão. 

De igual modo, temos observado – nesses bonecros – respostas de legiões de propagandistas a defender o seu “herói” de uma maneira vulgar e de baixo nível.

Há um movimento cá na paróquia, que tem como rubrica identitária a vitimização. Tudo que lhe possa causar desconforto ou inconveniência, invocam essa prerrogativa.  E salta-lhes logo a pergunta: - Para haver uma vitima tem que haver um opressor / agressor, certo?

Numa resposta simplista e simplória, claro que sim. Pois, um opressor / agressor, pela sua natureza e comportamento, está à margem da lei.  

Agora quando se invoca um estatuto – seja de cidadão ou de eleito – e se questiona, se tenta esclarecer dúvidas e acima de tudo, se tenta procura ser “transparente e participativo” dentro da Lei, isso jamais é ser-se opressor / agressor. Isso só define quem usa esse argumento. Sentem-se os latifundiários intangíveis do regime, com cute de ovelha e canastro de lobo.

Escasseando-lhe esse argumento, ouve-se outro, “ressabiado”. Quem respeita o seu espaço de missão e interroga / solicita nessa circunstância, nunca se espelha como ressentido / melindrado. Coloca-se no seu lugar.

"Largos dias têm 100 anos". E a verdade nunca foi independente!

 E para tal o “herói” hoje – amanhã se calhar, melhor ainda tem inúmeras opções de palco -   encontra-se “seguro” entre camaradas!

E estes de o serem (qualquer coisa) a independentes, estão para hipocrisia o que o cinismo está para a mendicidade intelectual. Oportunistas!  


sexta-feira, 23 de maio de 2025

"Ensaio sobre a Cegueira"

Existem tempos de meditação e outros em que as certezas se aliam com tudo que nos dá essência e vida. Vivemos tempos de muitas incógnitas e momentos em que as estratégias se sobrepõem ás evidencias dos factos e razão.

Sempre soube viver intrinsecamente ligado ao cordão umbilical das minhas convicções. Nunca me destitui do direito critico que a liberdade me concede. Preservo imenso a minha honestidade intelectual e o discernimento que essa faceta me exige. Nunca me acomodei ao poder instituído, para me sentir bem e importante. Tão pouco adapto esse caminho, para ter o direito de ser um cidadão com mordomias e direito a protagonismos falaciosos.

Já desconfiava antes do dia 18 de maio o que agora, após esse dia, constatamos e passamos a conviver. O abrupto arriamento da esquerda baseada na alucinação “woke” e a decadência da mensagem e vultos do partido de Mário Soares, que numa estratégia suicida deu protagonismo a um só deputado com advertências de inquirimento, regras e bons costumes. E que já acompanhado por mais onze, idiotizou que se aparecessem mais, fragilizava o partido de Francisco de Sá Carneiro. Esse doutoramento de estupidez e insanidade política, tem rostos. Os mesmos que agora solicitam “caridade” para poderem resfolgar. Ferro Rodrigues, Carlos Cesar, Augusto Santos Silva, Pedro Nuno Santos… coadjuvados por meninos de “está-se bem” da creche do Largo do Rato e militantes e apoiantes seguidistas destituídos de análise critica ou pudor. Os que entre muitas omissões e negligências, nunca expressaram repúdio publico pelo líder que vivia – e vive – “à grande e à francesa”, alegadamente pelo altruísmo de um primo e mamã.  

Sendo o mentor e estratega maior, o sr. António Costa - um político trivial – que goza agora a benesse de ser o Presidente do Conselho Europeu… … ….

E nessas e outras incongruências. Indignações. Desregramentos. Ressentimentos. Protestos. Concludente disrupção, os antifascistas de outrora, tornaram-se os neofascistas de agora. Ironia das ironias.  Repare-se que a sul do Tejo só o distrito de Évora não se chegou ao Chega. Mas há a “Necessidade de uma acção comum para enfrentar os interesses reacionários”. Para que não reste dúvidas – atentemos - na leitura de um texto mui ficcionado: - “CDU é a expressão do compromisso”, afirmou o Camarada Geral.

De alucinação…, em delírio inato, o PCP atira-se para o barranco de um reguengo do que sobejará…  para não falar do que aconteceu no Alvito… e afins.

A única esquerda que emergiu foi a europeísta e sem conotação com o exercício de poder recente…

Espasmo do pasmo, agora, alguns socialistas insurgem-se contra a sua rogada “exclusiva” arma, “o voto popular”.  E levantam fantasmas num “placard” de frases de intelectuais – o mais requisitado é o escritor que escreveu o “Ensaio sobre a Cegueira” - para acordarem para a vida plena da democracia pluralista e abrirem a pestana para banhos de humildade e águas medicinais para fortalecer o esqueleto. Querendo insinuar que actualmente a esmagadora maioria do eleitorado é jumento e eles os imperecíveis iluminados.

- Será que esta gente não tem a capacidade de um acto de contrição!? – a ser assim são e tornam-se tão burlescos.

Tempos de apreensão nos aguardam. Momentos desse tempo, exigem-nos ponderação e intervenção.

A ascensão do Chega é preocupante porque se baseia no culto da personalidade, estigmas de avaliação comportamental…, demagogia…, referências políticas internacionais que não olham a meios para justificar os fins.  O Chega, ostenta-se num discurso assertivo – repito, DISCURSO - de denúncia e de razões de valores que nos definem como povo e pátria. Um cardápio de assuntos que a esquerda estigmatizou como irrelevantes, com o chavão inclusivo e segmentado numa babugem futurista de equidade social. Importa é demonstrar compaixão como de um tratado de nacional socialismo se tratasse e rendas se sustentação fossem.

O eleitorado do Chega é baseado na sua esmagadora maioria em cidadãos dignos e cientes de justiça social. Fartos da promiscuidade daqueles que fizeram da causa pública um jardim de aromas seus e sombras exclusivas dos seus agregados. É preciso resgatá-los para os espaços sociológicos da tolerância. Da equidade representativa baseada na idoneidade, rigor, transparência e meritocracia.

Tais evidências, infelizmente são transversais a toda a sociedade e ao seu campo gregário. A mim nessa denúncia, compete-me regressar ao espaço público como um dos seus agentes e assumir a minha cidadania plena.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

O frei da cobardia e o falso moralista

Numa postura inqualificável um sujeito, coloca em causa vários exercícios de gestão do município. Todos nós temos o direito de questionar e pedir explicações de uma forma digna e respeitadora. Olhos nos olhos, com vulto. A poltronaria com que o faz, atenta contra os valores de um estado de direito e da democracia. Execrável!

O comunicado político que o contesta, adjectiva demais e explica de menos. Obviamente que me solidarizo com a indignação e a infame deslealdade cravada. Mas há espaços próprios para desenvolver as acções adequadas. Denunciar nos lugares estabelecidos o reproche sem fisionomia, e explicar nos palcos certos as opções tomadas. Clarificadas as preferências, que se reconquiste o bom nome e credibilidade das pessoas visadas e dos Órgãos políticos que as cabimentaram. Tudo devidamente esclarecido, tenderá a deixar de ser: - Assunto.

Na política, como na vida não vale tudo! E quem não deve não teme.

Existem uns – os falsos moralistas - que combinam parcerias, causas comuns… e depois orquestram manigâncias e fazem prevalecer a sua vontade. Do que era plural passa a ser o singular. A palavra, a sua honra, a sua excelência, diluem-se. Elegem-se em manipulação para mandar e nesse desmando, tentam delegar com uma enorme desfaçatez as competências que grosseiramente assumiram. Com a maior naturalidade, candura e mesquinhez. Inqualificável. 
Um comparte que quebra um acordo é um medroso. (Ponto final).

Ontem estive com um amigo num jardim com alguma relevância na sociedade de V.N. Poiares… No seu imóvel, partilhei a sua amizade em fraterna camaradagem. Qual não é o meu espanto que um chupa-galhetas do regime – numa atitude pidesca – tira uma foto do evento. Tal efeméride, mereceu de mim o meu mais veemente repúdio. Poucos minutos depois, o seu grande líder, jacobinamente aparece em todo o seu esplendor.   (O sacana do Luisinho, retrata o episódio magistralmente na sua página do Facebook.).  

O que se passou ontem, já se passou noutro fim de semana, com outros contornos.

A privacidade. O recato. A vida a fluir naturalmente é um atentado para esta gente!?

Será que não há vergonha na cara!?

O desnorte é tanto que tudo o que subsiste … se torna suspeito!?  

O ridículo tornou-se uma arte contemporânea!

quinta-feira, 1 de maio de 2025

Foi talhada a “nim”. Vai de “nim”. Até isso foi e é no Município.

Estamos a começar a fruir de umas das mais “intrigantes” campanhas autárquicas em Vila Nova de Poiares. A incerteza da fragmentação eleitoral e com isso a particular impreparação que alguns rostos preconizam, podem-nos levar para um abismo e pantanal de ingovernabilidade. O Partido Socialista, o principal alfobre do parque autárquico está completamente moribundo e assanhado. Nisso o seu ressabiamento foi por demais evidente na última Assembleia Municipal.

A uma questão – de outra que fez em quatro anos de Assembleia - o Sr. Nuno Neves actual Presidente da Freguesia de Poiares Santo André – candidato pelo Movimento Independente / “Poiares a Sério” ao Município, originou uma acalorada discussão em que houve cobras e lagartos amarinhados com raios e coriscos … que o líder da bancada do PS o brindou como “artista político”, entre outros mimos… calçando-lhe epítetos de “populista” e de “Salazar”.   

E é neste cultivo de asserções e insultos que vão fundamentado a intolerância, esgotando todas as capacidades de diálogo e interacção no futuro.

O êxodo que o PS viveu ao longo destes tempos com assento de arraiais de muitas das suas figuras por outros ancoradoiros políticos é demonstrativo do que foi o seu ambiente de exalçamento de egos, pouca flexibilidade de partilha de comportamentos políticos e instável tolerância na convenção do contraditório. Sintomas que exultam essencialmente a débil capacidade de liderança de quem gere o seu condomínio político.  

O comportamento autodestrutivo do PS, que originou a debanda de inúmeras figuras relevantes do seu dia a dia e de inclusive amputar predicados e adjectivos a quem ficou, visualize-se e atente-se no que foi o papel acessório da actual candidata ao Município pelas incumbências que nunca lhe atribuíram e jamais lhe reconheceram na hierarquia da actual vereação socialista. Ademais, nunca podemos deixar de relevar o comunicado “nim” … após uma notícia de um órgão de comunicação social. Que expôs ao ridículo quem redigiu a missiva e quem ele algemou ao seu mando e vontade. Inacreditável!

Serve a lição que, congregar na política, não é fazer a submissão de ninguém é partilhar espaços de intervenção no espaço comum em prol da comunidade.

(Este texto, sofreu uma actualização em virtude da confusão que se instalou. Cultivo a necessidade de ser o mais fidedigno possível. Houve momentos que se falava de alhos e era de bugalhos que se tratava. Tal necessidade de alteração a um parágrafo do texto, não aconteceria se as Assembleias fossem impressas ao público. Bastava consultar. São cenas como estas, que nos fazem infelizmente compreender o signo do “lápis azul”.

O mote libertário de quem resta nas hostes socialistas, tem como signa: - “Dividir para reinar / Quem não sabe é como quem não vê!”). 

sexta-feira, 25 de abril de 2025

    Jorge Alberto Rodrigues Gonçalves

                                                                                         25 Abril de 2025

Nunca Vila Nova de Poiares viveu um contexto autárquico tão peculiar como este ano. Senão houver sinergias cujo interesse máximo tenha como propósitos os superiores interesses dos seus cidadãos, podemos fragilizar a nossa comunidade e proporcionar-lhe obstáculos e danos irreparáveis, no usufruto da sua plena cidadania.

Somos um universo de cerca 6200 eleitores, aonde sensivelmente 3400 a 3800 eleitores exercem o seu direito de voto. (Registo do período de dezasseis anos, que contemplam quatro eleições).

Estas eleições contemplam cinco candidaturas. Vamos interpreta-las e debate-las. Vamos usufruir delas com cultura democrática.

Não podemos ser imprudentes e por uma feira de vaidades, colocar Vila Nova de Poiares numa tormenta de indecisões, duvidas e angústias.   

Seria um acto irresponsável alargar a sua panóplia de opções, a qual, pode-nos levar à ingovernabilidade. Só dispersa votos e cria bolhas de poder. Originando a contingência de meses após as Eleições Autárquicas de estarmos a ter eleições outra vez para o Município e Assembleia Municipal. 
 
No contexto que vivemos, não faz sentido apresentar outra candidatura. Assim sendo, não serei candidato ao Município de Vila Nova de Poiares.

Agradeço também, todas as abordagens e convites que me fizeram para participar nestas eleições, noutros palcos.

Entendo que neste cenário que se apresenta, é a hora imperar o bom senso. É a hora de nos aproximarmos. De congregar.

Tenhamos a coragem de viver o presente sem estigmas. A ousadia de abraçar o futuro sem rodeios.  E se possível a humildade de trazer do passado unicamente os sentimentos e os seus propósitos “revolucionários”. Nunca recuperando roturas ou espaços de divisão. Os desígnios de Vila Nova de Poiares são superiores aos egos e a todas quezílias que nos tenham ou possam separar.  E nessa perspectiva podem contar sempre comigo.

Continuo a ser de direita e não sou “fascista”.