VISITAS

sábado, 25 de agosto de 2012

vamos Ver o que Isto Vai dar!

Vem aí uma semana que vai ser muito importante. Para mim, isto vai ser como o azeite... depois chamem mentiroso a quem quiserem.

AC

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

"SEr PoeTa é TambÉm SeR ParVo"

Hoje ouvi uma insinuação espectacular sobre ser lírico. “ - Ser poeta é também ser parvo.”Confesso que aceitei esta decifração cultural e artística com algum desportivismo e regozijo. Concordo em absoluto com tal afirmação.
A parvalhice e a parvalheira de uma atitude parva são “poetar” a poesia com rimas sem ritmo e por quadras sem métrica. Um soneto para a Diva da nossa poesia – Florbela Espanca – era a mesma coisa que “… com o luar matar a sede ao gado / dar às pombas o sol num grão de milho…” Rústica. Para o patrono da nossa poesia Luís Vaz de Camões era como uma palestra “… que para respirar lhe falte o vento / e para tudo, enfim, lhe falte o mundo! Ditosa Ave. E para o imenso Fernando Pessoa, nas figuras a que deu vida (Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos) “O poeta é um fingidor. / Finge tão completamente / que chega a fingir que é dor / a dor que deveras sente.” Autopsicografia.
Desde os meus dezassete anos que sou parvo. Desde que nasci que vivo com esse cunho. Eu mereço isso. O amigo que me mimoseou com esse rótulo sabia o que queria dizer. Confesso que estava certo e está certo. Não me espantou tal açoite verbal, por ser genuíno e autêntico. Agora espanta-me a tourada de um estouvado “estraga albardas” que nos rimou com uma metrificação de cornos de índole imaterial. Enorme “poeta” este! O mesmo que dizer: - … que grande parvo, adulterado me “saiu”! (diga-se).
Vivo numa terra dado ao tosco. Que culturalmente é uma nulidade. Só existe a arte de manusear o garfo e faca de volta da célebre chicha de cabra. A, confrade chanfana. Mata-se tudo que seja “poetar”. Não há uma viva alma que possa dar azo ao seu imaginário artístico. Desde o desporto, passando pelo cantar, escrevinhar, declamar, representar… e todas as outras formas de expressão da parvalhice. A “parvalheira” é essa.  
Mas, ser parvo é comigo. Com Linhares, Neves e uns poucos parvalhões. Aqueles que promovem o seu aríete científico. Divagar não paga imposto. “Poetar” não usa impostos, porque sim ou porque não. Querelar com a alma não paga emolumentos. Vivo nesta bodega, sem me escutar e tão pouco ouvir os outros parvos como eu. Não temos umas cadeiras e mesa sequer, debaixo de uma barraca, em que possamos aparvalhar as nossas idiotas, idiotices com idiotismo. É triste ser parvo nesta terra. Temos um enorme edifício cor de laranja que sobeja a um azedo bafiento que nos lembra o facho de um regime que ostenta o betão como centro cultural de animais menores. Desde aranhas a ratos passando por morcegos e pombas, etc. … Estar “cinzento-claro” nestas obras de entretenimento fechadas aos seus é comunicar uma “merda”. É como quem deseja sorte aos estreantes em palco e estes não saberem o seu papel...
Um parvo como eu desfruta: - de jardins reclusos… de casas de banho públicas cerradas. De piscinas secas e enxutas (fixe… está-se bem). De calvícies lavradas nos pináculos de uma cordilheira. De pavilhões desportivos ataviados de pó. De cabrinhas bombeiro… de praias fluviais sem rio nem areais (são tão lindinhas e bonitinhas no papel). De um Campo de Golfe que não possui espaço para os 18 buracos no terreno. De uma ribeira emparedada para os gambozinos escalarem… Em suma, desfruto de uma panóplia de parvoíces, que me aparvalham o eu ser parvo.      
Gostava de partilhar muitas das minhas parvoíces. Mas lorpa não “sou” de todo. Ser parvo já me custa, baba e ranho, nesta terra dado ao tosco. Prefiro ouvir um bom amigo dizer que sou parvo… que continuar a ser parvo. Só me engana quem eu quero e deixo, ou quem puxa do seu engenho e arte para se dar ao parvo. Quando se junta muita parvoíce junta, tenho dificuldade de fazer prevalecer a minha auréola de ser apatetado.  
Temo que o tempo não me permita ser imbecil por muito tempo para ver o que pretendia … Mas enquanto por cá, vou-me divertindo com a minha paspalhice.
A patranha da argola ainda vai fazer furor nas próximas escolhas. Ainda existem muitas valetas a precisar de consistência para “entubar” a água na esperança de dar água às fragas, no singular. (A Fraga). Em metáfora a abundância do precioso líquido transborda…
Gostava de assistir a um recital de parvos aonde a parvoíce fosse bem tratada. Que uma dor valesse por um cento. Que para grandes males se aplicassem grandes remédios. Que se empregassem as mezinhas individuais em prol da comunidade em geral. Aonde uma fornalha de bons idiotas fizessem o ecumenismo pratico para dar a extrema-unção a esta “mancha” que desponta de um falso, parvo.
Amigo, adorei essa do “parvo”. A minha estima saiu redobrada. Grato.
ALBERTO DE CANAVEZES

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Editado

 

“Água mole em pedra dura tanto bate que até que fura.”

 

“Vale mais tarde que nunca.”

 

            “A verdade é como o azeite vem sempre ao de cima”

... ... ... ... ... ...
AC

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

?

???????????????????????????????????????????????????????????????
ALBERTO CANAVEZES

terça-feira, 31 de julho de 2012

Um partido sem bases não faz uma nova democracia. DIVAGAÇÕES

Qualquer Movimento Cívico que se oficialize em Partido Politico sem se expor ao voto popular nas Eleições Autárquicas está condenado ao fracasso. A essência da afectividade política nasce da partilha de identidades e afinidades da mensagem com a realidade dos episódios locais. Não preciso de divagar muito sobre esta matéria. Vasta reflectir sobre o partido da Nova Democracia do Dr. Manuel Monteiro. Poderia invocar outros, mas este partido pretendia estar situado ao centro do Bloco Central. Boas ideias. Um contributo apreciado. Mas sem implantação popular. Falta-lhe bases. Falta-lhe cariz subjectivo de compromisso. Uma identidade referencial.
… … … …
Obviamente que é a minha opinião. Vale o que vale. Susceptível de críticas e de melhor opinião. No entanto existem idiossincrasias implantadas na nossa génese histórica que definem bem o motivo do meu raciocínio. O ADN da nossa praxis política não nos permite subalternizar a base. A essência desta República foi alicerçada na descentralização dos poderes. Se foram bem conseguidos ou não, isso é outra questão. Agora os aparelhos dessa essência estão em todas as esquinas… e mantêm-se porque a militância dos partidos do sistema proliferam nos cargos públicos. A nomeação existe, é uma trasfega natural. É a submissão da causa pública ao aparelho partidário da “Trilha do Centrado” = PS/PPD-PSD E CDS-PP. O sustentáculo desta sobrevivência – infelizmente - está inclusive na apresentação das mesmas pessoas a várias Assembleias de Freguesia no mesmo concelho. Sem falar também na listas apresentadas à Assembleia Municipal e Município. É um subterfúgio praticado por todos os Partidos políticos no contexto nacional. Dá dinheiro.  
Para reforçar a minha teoria veja-se a força do PCP que incide nas Autarquias Locais na Região Sul que ainda consegue resistir ao virar dos tempos. Finca-se na obra dos seus Autarcas para prevalecer…
… … … …
Em suma e resumindo a questão, não me parece viável um partido numa primeira fase com cariz alicerçado em vontades intelectuais geográficas muito próximas – independentemente das suas exegeses nacionais e internacionais – possa descurar a seu crescimento local no intuito de induzir o seu crescimento para outras latitudes.
Não vivemos num período revolucionário. Resistimos a uma insolvência de valores democráticos contextualizados na sobreposição economicista dos mercados. O mercantilismo económico espraia-se em todos os países sem excepção. Independentemente do seu estatuto democrático ou totalitário… Haja dinheiro que por cima de dogmas o negócio faz-se… … Poucos repararam que a queda do Muro de Berlim, deixou-nos órfão de um árbitro: - Pacto de Varsóvia. Não sendo apologista desse regímen… nada ficou que se sobrepusesse ao outro “beligerante”: - Organização do Tratado do Atlântico Norte. Resta o livre arbítrio das subvenções… e promiscuidade de interesses obscuros. Juros… e esbanjamentos sobre os juros… parcerias perniciosas… etc.        
Confesso que pugno para estar errado. Mas infelizmente de todo não o creio. Pois, as intelectualidades que apresentam este novo sentido de democracia (Ideais do Centro…) merecem-me muita consideração.
JORGE GONÇALVES

Estar ao meu nível: - Controverso e polémico. Um contributo contemporâneo construtivo.


“IDEAIS DO CENTRO, DISCUTIR IDEIAS, AFRONTAR PODERES, MUDAR O REGIME, SALVAR A DEMOCRACIA”

Confesso que é com alguma alegria cívica e de pleito de cidadania, que vou acompanhando alguns movimentos de ilustres cidadãos da nossa Região, de vários quadrantes políticos. Já há muito tempo que escrevo no meu Blogue aquilo que venho a pensar - sobre este remanso pasto e as suas moscas - desde que abandonei a política activa, por minha livre e espontânea vontade. Não me espelho nesta “labregada”… Cisma-se de que em democracia a divinização individual e “de bando” é uma circunstância indelével da “sagrada” e mais que obvia cristalização dos partidos. Sendo esta versão, dada como irreversível pelos fazedores de opinião e bajuladores deste sistema, “acaudilhado”. Os partidos desta democracia e famigerada república, cultivam: - regências cooperativistas; alianças comensais; jogos pérfidos de bastidores para distribuir benesses pelos cabecilhas da frota e seus fiéis escudeiros; a formatura abonecada em coutadas concelhias; premissas de condescendências hipócritas distritais e incendeiam catedrais de “fumos” esquizofrénicos no teatro das operações instados nas sedes nacionais. A pouca vergonha impera… e não há sabão nem água que possa lavar isto. Só á vassourada vamos lá… mas sem aleijar ninguém, nem tão pouco, ocupar o lugar dos seus transeuntes fidedignos e fidelíssimos. Esses, como não sabem fazer outra coisa senão viverem atrelados ao trem das suas carruagens e panelas, ninguém os demovem de lá. E, é, bom, que assim seja, para que outras pistas se abram para uma nova corrida, nova viagem. Provindos desses areópagos, não acredito, em novos cristãos, muito menos em cristãos novos. Que haja a coragem de os cumprimentar com a parcimónia de saber, que eles são os causadores da “nossa” activa presença. Por isso rua com eles da “nossa” Praça.
Não sou Dr. (nem por equivalência) … Numa das “Novas Oportunidades”, falarei a seu devido tempo, sobre isso. Mas tenho, um vasto curriculum em todas as valências civis de um simples cidadão no usufruto da sua plena cidadania. Considero-me um tarefeiro de jornas na arte da vida.
Como julgo que este intento de “Ideais do Centro…” é ser o mais abrangente possível e ser um prumo fiel da sociedade civil, ouso afirmar que não se pode dar ao luxo de ser liberal nos horários de exposição pública nem se deixar ir por horários nobres. Tem que configurar a sua génese no antídoto destas suposições e devaneios - que na dúvida - aperfeiçoo neste considerando e nas minhas cogitações. Confesso que temo essa exposição – “sectária” - que não consiga dizer um “olá” ao povo e anunciar que vem por bem.    
Estes políticos – que denunciamos como sistema - deixaram o povo abandonado, incrédulo, faminto de tudo e acima de muitos actos e contrições… deixaram-nos dado ao tosco. Aqui, aonde resido, instruíram que somos desde tempos imemoráveis um campo “emancipado”, dado ao tauromáquico. Uma falácia contemporânea sem qualquer rebuço de decoro e vergonha. Entre outras aleivosias e aldrabices que se expandem para lá da decência politica. O cultivo das nossas almas está pior que no tempo de António Oliveira Salazar. Do Deus, Pátria e a família, taparam-nos os olhos e orquestraram que deslumbramos “açougadas” taurinas desde as fraldas. Confesso, que até era possível que fosse bom “snifar” estas drogas se não estivessem implicados os nossos impostos, taxas e emolumentos.
Resido por aqui, acerca de 37 anos e vejo-me á rasquinha para ver uma herdade aonde gostasse de me pastar culturalmente com animais desse porte e bem indistintos. Não tenho dúvidas que espevitava o intelecto,  “o coiro” e os andantes. Mas não… é tudo uma quintinha que basta um burrito para nos fazer a festa toda… Enquanto, eu fico de olho no burro e no ginete… façam-me acreditar que é por cá que começam a “festa brava”. 
Não será por falta de chanfana… que ponderem tal postura! Que eu saiba no parquímetro regional existe outra paragem oficial para ela… mais terra a terra. Os espadaúdos desta democracia estão cá quase todos entronados “geralmente”.    
ALBERTO DE CANAVEZES

sexta-feira, 27 de julho de 2012

IDEAIS NAS IDEIAS / IDEIAS COM IDEAIS

Considero que um exercício convergindo de um elitismo de classes em detrimento do eclectismo social genuíno nos pode levar a uma esplanada retórica muito bonita mas com bastantes penumbras, sombras e reservas.
Quando olhamos para os “Ideais e Ideias”, verificamos que a sua génese embrionária está recheada de pensamentos nobres e impolutos. Obviamente que a alavanca impulsionadora das suas raízes estadísticas necessitavam de um impulso. Comenda feita… Agora o seu recheio e tecido “congregante” apelam para um “Éden” sem o pecado original. Tão que assim é, que tudo o que a historia regista como intenções sociais sem a mobilização da sapiência em factualidade com a rudeza de cunhos, destina-se ao aborto. A humanidade nasce livre, a liberdade, é que nem sempre complementa e contempla a humanidade. Já que, o ser humano, ao caminhar pela vida, complica o que é fácil e destrói o que de melhor há em si: - a genialidade de ser um entre os demais. E, se assim o é, demais seria uma terna realidade que tenhamos o agrado de saber ouvir quem anda pela vida, numa procura constante de outras paisagens. Se no convite para os “Ideais e Ideias” a partilha de saberes conta, então que se abram as portas e janelas para que o ar circule são e escorreito. Que, quem possa entrar nesse edifício de “Ideais e Ideias” saiba absorver que o deixam respirar e através da sua “personagem” o deixam comunicar, independentemente do “status” e origem sociológica. A conotação de representatividade anui ordinariamente sem fluxos intermediários, já que todos ficamos a falar na primeira pessoa.
Ideias minhas para um Ideal comum.
Ideal comum, com Ideias minhas.
Jorge Gonçalves