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terça-feira, 17 de março de 2015

Uma gota de mim!

Que silêncios existem numa aura!?
Que retalhos de uma vida duram!?
Quantos “quês” nos chamam e nos embalam?
Que “quantos” de quantos nos falam e calam?
 
Hoje encontrei-me com uma lágrima
já olvidada e de todo em todo sofrida
tentei saber porque o seu ai de porquê
e embaracei-me…
De a tornar a ver
chorei…
chorei-a!
Quem a viu e quem a vê
pasmou-se em si
e riu de mim…
Ninguém a decifra nem a lê
a não ser eu que a criei
vivo…
e vivi!
… … …

Alberto de Canavezes

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Fragmentos bruscos e sumários!

Existem factores na vida de uma pessoa que nos motivam a caminhar em frente mesmo que a vontade seja parar por uns instantes e reflectir.
Lamentavelmente, não tenho paciência,  o dom nem querença de ressuscitar quem me agredi com a mensagem “ - … Eu para ti: - morri!”.
Depois de me caricaturar a existência e tentar tingir a falsidade com aguarelas de verdade.
Mas tranquilo! Certamente doí mas nada que o esqueleto não cure e cinze.
Vindo de quem vem… causa lancinante pose… mas o seu desejo foi uma ordem. Portanto, “assunto” encerrado, morrido e bem inumado.  
JG

sábado, 17 de janeiro de 2015

Não tenho medo! A verdade é como o azeite.

Quando ouvimos o Papa Francisco (o mundano Jorge Mario Bergoglio) a pedir aos fiéis de Cristo: - “ Rezem por mim.” O mundo não atenta nas suas palavras. Desvaloriza. Mas Jorge Mario Bergoglio insinua que está a prazo na Cúria Romana. Ele tenta derrubar barreiras de preconceitos e estigmas… Ele sabe o pantanal de hipócritas que o circundam… Ele sabe que morre (como cada um de nós o sabe), mas sabe também, que os interesses cooperativistas de teóricos e fundamentalistas da crença… instruem o “Judas” que pode de uma maneira mais “diplomática” silenciar a sua desenvoltura cívica e “revolucionária”!
Uns dos maiores… o maior, crime da raça humana tem como fundamentamos: - a religião.  
Perdi a fé – desesperadamente tento adquirir um rumo, um encosto, uma almofada de conforto… já que me recuso ter nascido para morrer… – sabendo que a boémia do meu lirismo esbarra na desfaçatez e bipolaridade de uns tantos, que ardilosamente e cinicamente tentam impingir ao meu percurso de vida uma auréola de dissimulação.
Esta semana vivi uma das maiores – senão - a maior desilusão sentimental da minha vida. Sinto-me a afocinhar. O enfado de tal nascimento nasce pela insolência de quem não sabe ser feliz e não tolera a felicidade dos outros. De quem se estimula no vírus da proficiência dos medíocres. De quem se refugia na maledicência dos inaptos. Daqueles que conforme os seus interesses da agenda ora se conluiem com gregos, ora com os troianos. Daqueles que na nossa frente sorriem e que na nossa sombra nos flagelam com espinhos de “Pilatos”.
E isto tudo a propósito que não sou imenso, que a minha perpetuidade será validade pelos afectos que criei. E isso cria um rótulo, um anátema de enigmas. Sei que não sou tão bom como dizem, nem tão mau como me pintam. Mas de uma coisa ninguém me pode acusar: - de parecer uma coisa que não sou! Sou autêntico nas minhas debilidades e solidezes!   
Tem esta analogia de pecados, o propósito de doar e dar um recado: - cuidado com… o, eu em mim!
Nesta fase da minha vida vivo para três afectos:
Para a minha querida Mãe. A mulher a quem rasguei o ventre violentamente e faz jus aos meus barulhentos silêncios!   
Para a minha estirpe a trupe dos meus filhos: - os quatros que me chamaram (e chamam) pai uma vida inteira e ao que me cumprimenta a dias como tal!
E para um Grupo de Meninas/Senhoras que vestem o Equipamento da Associação Desportiva de Poiares e ostentam o seu honorável emblema na época 2014/15 e intentam compor uma Equipa de Futebol com enorme respeito, empenho e dedicação!

sábado, 27 de dezembro de 2014

A "Menina/Senhora" da tribo do Futebol!

E a bola saltou dos seus pés como uma flor que rebenta na Primavera. Rolou pelo chão e escarrapachou-se pela relva verde do seu jardim real. No seu encalce anichou-a numa meiga e longa caricia pelo véu que ampara a baliza do seu reino de sonhos! Ali naquele nicho do seu recreio ouve sempre o culminar de um bruaá de gritos e aplausos.
A Menina/Senhora que nasceu com a poesia dos poetas as aguarelas dos pintores e prosa dos escritores na sua mente só pode fintar o belo da arte porque os deuses do Olímpio lhe traçaram a sina de dar alma e afecto ao globo esférico do seu mundo.
O seu olhar de ver diz-lhe sempre que o melhor de si está na humildade com que é servil ao sempre aprender e saber mais e melhor na procura de ser mais apta, capaz e competente.
A cada passo ou corrida parece existir sempre um anjo que lhe ampara o seu alar ao vento tal a sagacidade da sua entrega e disponibilidade mental e física.
Lembra-me o “King” Eusébio o portento insaciável! Lembra-me Cristiano Ronaldo o mouro de trabalho e criador do seu talento! Lembra-me o Messi o herdador do talento inato que polvilha os tutelados pelo acaso! A Menina/Senhora tem deste terno de gala a virtude que nenhum tem dos outros!  
... ... ...
Alberto de Canavezes

O outro natal do Natal!

Neste Natal
Senti um arrepio de frio
Algo que me aqueceu a alma
Algo que me deixou meio vazio
Cheio de incertezas e incensos
Que me empurrou para a margem
Que separa um riacho de um rio!
 
Ouvi mais uma vez falar de um menino
Que depois se fez homem e espalhou
Uma semente nova pela humanidade!
Adoro como sempre a história do nascido
Admiro como sempre a mensagem do adulto.
Anatematizo a tradução da retórica da sua fé
Porque o resultado quase sempre como culto
Provém dos cincos sentidos da mais baixa ralé!
 
Em seu nome:
Rouba-se.
Mata-se.
Apeia-se a cidadania dos mais indigentes!
Escraviza-se a alma de imensos inocentes!
Que Sanha! A que sina eu assisto!?

(Salve! Mundano Francisco)
….  … … …

Alberto de Canavezes

Pomos do teu pó!

Necessito de me aconchegar a ti
E calcar a tua sombra nos teus passos
Sentir-me imensamente forte e só  
E minguar de idade e continuar velho
Atado num nada de muito sem nó!
Calcorrear qualquer beco e quelho
A erguer e joeirar pomos do teu pó!  

Quero trepar pelo teu corpo e voar
Descobrir-te a cada beijo e carinho
Agrupar as duas partes de cada um
Gemer um silêncio que não o ouças
Mas que o sintas na soada do prazer
Entre o sonhar, acordar e alvorecer!
 
Que o sol se envergonhe do luar da lua
Que a Lua se aperte ao raiar da nossa fadiga
Que as estrelas te atem na sina da mesma rua
Finjam o nosso bem-querer como uma intriga  
E me façam vadiar pela tua sombra bela e nua!
 
Alberto de Canavezes

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

... o pó do meu corpo!

A, cada dia que passa julgo-me mais idealista! Julgo ser alguém que suspira uma vida cheia de pequenas coisas e menores causas já que o que me aguarda é a imensidão do silêncio! Respeito a fineza dos meus sentidos com lealdade e proveito e o pó do meu corpo como algo sublime, resistente e perpétuo. A morte é uma circunstância da vida extraordinária. Define o quanto fomos o nosso: - eu em mim!
A sua imprevisibilidade torna-se latente a cada dia que passa, aos longos dias que nos sustentam o presente e ao intimismo que desposa com o prometido no futuro.
Recuso-me ter nascido só para morrer. Quem vive intensamente o que faz e faz disso uma porção constante e compartida jamais se emoldura no anonimato das “almas” finadas e idas!
Sou autêntico e a autenticidade disso predispõem-me ao perdurar o tempo do meu tempo no tempo que virá no tempo através da sumula dos meus defeitos, virtudes, conceitos, dogmas e cepticismo… Serei descodificado sem ter direito ao contraditório mas esse mérito traduz o que sempre sou (e fui) em vida: - uma pessoalidade transitória sem o preconceito... do que os outros julgam de mim!
Alberto de Canavezes