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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A coluna vertebral de um cidadão livre!

Quando nos acusam de não ter coluna vertebral e de titubear o esqueleto para os lados é um atestado depreciativo. Mas só o é, ou o passa a ser, se o inquiridor tiver um cadastro impoluto de virtudes. Que o seu único defeito, seja ter o dedo lampeiro para acusar e julgar de forma persecutória.  Não é o caso e ficamos falados face ao ruido de quem percorreu o passeio da esquerda para a extrema direita. Gosta de espalhafato e de radicalismos. É muito disruptivo!

Mais grave que isso, é termos um simpático que invoque outras avarias, para se poder juntar com tal figura a morder-me no canastro. A festança deveria ser boa e o arraial de uma folia estonteante. Confesso que rejubilo com isso. A vida só faz sentido se a nossa existência proporcionar a felicidade nos outros. Dá-me pica e a adrenalina suficiente para sorrir, rir, sacudir a água do capote e seguir caminho.  

Nunca neguei a ninguém que sou de direita. Que sempre votei para as legislativas no PPD/PSD. Não sou é carreirista. Muito menos, lambe botas.

O estar como militante num partido político, não me faz perder os cinco sentidos da análise crítica e de expressar a minha opinião. Obriga-me a potenciar essa prerrogativa. O ser exigente cria a competência.

E nesse sentido, não posso deixar de expressar o meu censo litigável sobre a espera que se efetivou à “Depressão Kristin”. Um evento extremo climatérico, com rótulo de alerta vermelho, que pode pronunciar entre outras advertências o recolher obrigatório e interdição de circulação.  Soubemos prevenir que iria acontecer essa ocorrência, mas não conseguimos reagir com a destreza necessária para fazer face aos seus efeitos e causas.  

O evento catastrófico viveu-se de noite, madrugada. Imaginemos se fosse de manhã, na alvorada de uma população a acordar, levantar-se e sair de casa, para ir para as suas rotinas diárias!?

Não soubemos atempadamente que esta vetusta besta se preparava para atacar o território nacional com maior incidência entre o Distrito de Coimbra e Leiria! O, que se fez na propagação de informação e quais os conteúdos trazidos a divulgação para de uma forma pragmática os cidadãos se apercebessem do seu grau de perigosidade!?

Ninguém escambou sonhos por insónias. Julgou-se que eram ventos mais açodados, chuva com mais uns pingos e o Atlântico mais alapoado.  Nas vésperas as televisões continuaram com a sua grelha de aleivosias de entretenimento, os jornais nas mesmas alcoviteirices e bisbilhotices e as rádios a dizer as mesmas larachas e pataratices. Afloraram “a coisa” como se de um arrufo se tratasse. Algo anormal, mas de peito feito devotado à indiferença de informar sem alarmismos, mas com o pragmatismo adequado. Entreter a malta é a fórmula de uma catarse anestésica e sorumbaticamente aceitamos isso como o nutrimento vital. O improviso, depois do malfadado fado é a reserva da rua mais perto de nós. A vizinha mais sorrateira e adivinhada para socorro, passa a ser a indiferença.

A Sra. Ministra da Administração Interna, certamente assustou-se, derrapou na linha de partida e provavelmente, esbardalhou-se. Momentaneamente perdemos o contato com seu o paradeiro. Deduz-se que pudesse ansiar por palavras de conforto, de serenidade e de incentivo para se levantar, mas lixou-se, a malta andava atarefada.

O Estado de calamidade se calhar não foi solicitado de imediato, porque prevê-se mais uns ímpetos climatéricos para o fim de semana e com uma cajadada só, enfuna-se dois alforges de esmolas da Europa!

Mais firmeza e prontidão exige-se, Sr. Primeiro Ministro.

Pronto, lá vem o meu amigo de coluna vertebral indemne com a história do vira casaca. Por acaso, para o mau-olhado, até me sirvo desse efeito. Mas cá para nós, não é que acredite muito nisso, mas dá jeito para criar a sugestão que tenho um escudo tipo carapaça, daqueles que “incha, desincha e passa”. “Saúde e coza ao forno!”