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sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Não há certezas absolutas. Mas existem e subsistem pecados capitais.

1º Nevoeiro!

Houve, e há uma estrutura cognominada em Vila Nova de Poiares – PPD/ PSD - que me decapitou da sua história. Negou, perante a comunidade e os seus prosélitos a minha intervenção cívica com a sua sigla partidária como autarca. Nunca me ofereci. Não registava presente, por minha imposição. O consentimento era mútuo.

Nessa altura, preparava-se a apresentação da denominada “Ambição Renovada”.  Estive nessa cerimónia com a minha amada Mãe para receber a “comenda” do filantropo senhor meu Pai, António Gonçalves – na altura já falecido - como Membro da Assembleia Municipal e como Presidente da Freguesia de Lavegadas… (Há neste blogue, escritos sobre isso. Tenho em minha posse o acervo “contemporâneo” desse tempo. Testemunhos fidedignos e com timbre da imprensa local, regional e nacional…, acessível a quem os solicitar.)

Obviamente que não nutro vontade nenhuma de implorar aos seus deuses, que me repeguem e ressuscitem, perante a inquirição e cadafalso infligidos. Estou muito bem resolvido com esse “crachá”. Incompatibilizo-me sempre com quem nega a história e a pretende reescrever.  

Tal sede, tornou-se os aposentos de uma reserva jurássica intimista. A renovação tem tendência para ser uma alomorfia de súbditos que veneram um predicado monoteísta, com um sujeito hereditário como henoteísta. Um deus maior na tolerância de um deus menor... as rezas são paras os dois, as orações partilhadas por todos os fiéis. Depois regista-se a presença tecnocrata de uma “lapa” que sobrevive a tudo e a todos. A acoplação ao poder é o seu selo de garantia.

Ouvem-se nomes. Desfilam-se burburinhos. Contam-se espingardas. Mas parece que o “sniper” será o monoteísta ou o henoteísta.

Ao longo destes doze anos, foram uma sombra do que deve ser uma oposição dinâmica, interventiva e poderosamente incisiva. Foram amorfos. Apáticos.

Aguardo que o bom senso nos possa delegar gente com uma alma nova. Ninguém tem dúvidas que se forem sagazes e criteriosos, podem tirar proveito da sala assanhada do inquilino estabelecido no poder. E partirão na procura de eleitorado ao mesmo nível.

Há gente perto … com muita categoria e perfil para tal.

2º - Nuvens!

Em 2021, o Partido Socialista em Vila Nova de Poiares perdeu três autarcas com muito enlevo e de imensa categoria. O Artur Santos / Executivo Camarário, Fernando Marta / Assembleia Municipal (… um superior líder da concelhia. Discreto, eficaz e muito proficiente), e a Cristina Esteves / Junta de Freguesia de Santo André (não tem perfil para ser deliberativa, ela é uma mulher executiva. Admiro-a nessa faceta.)  Pessoas que não sendo de arraiais e folias possuíam (e possuem) carisma e silhueta de liderança. 

Nestes últimos quatro anos a cada dia que passou a concelhia do Partido Socialista e os seus autarcas eleitos, envesgaram-se em lutas palacianas e feiras de vaidades. Em tais aversões, despontou uma desvinculação com muita mezinhice para lhes criar muitas enxaquecas e desarranjos viscerais. 

Categoricamente, não preparou as próximas eleições autárquicas, navegou à vista. Há quem diga que encalhou e encalhado ficou e continua! Há náufragos, resgatados, impelidos, desaparecidos e eclipsados. 

- Ups!

Agora a pergunta essencial é: - Qual é a dádiva de candidatos!? …  com a alínea: - Qual será o tamanho da purga!?

A pergunta acessória é: - Quem fica sem arrufos!? … com a outra alínea: - Quem embarca no bote, Poiares a sério!?

Tinham tudo para reinar sem sobressaltos em Vila Nova de Poiares por muitos mandatos. Agora metem-se na linha de partida ao nível de todos os outros candidatos. 

Ridículo. Caíram no mesmo erro que os anteriores inquilinos e que tantos sorrisos e maledicências lhes originou. O carma é muito “florido”!

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Honras esquecidas são honras para atribuir, para apaziguar o juízo da história.

Há uma lacuna histórica ao longo do mandato do Presidente João Henriques, como administrador do Município, que considero incurial. A apreciação política que fez do ex-autarca Jaime Carlos Marta Soares. Interpretou-o como um autarca periférico, menor e sem currículo.

Antes demais, avivo os mais incautos, que não tenho qualquer relação de convívio, com o ex-presidente do município. Tenho um passado em comum político com ele, que não o nego e do qual muito me orgulho. Pois, possuiu de mim a minha melhor versão entre os meus defeitos e virtudes. No entanto, no exercício da delegação de competências que o povo da Freguesia de Lavegadas me atribuiu, de ser o seu rosto e voz, incompatibilizamo-nos. E esse desvio, criou em mim uma mágoa pessoal tremenda, que me fez abdicar de me apresentar a outro mandato, como de me ausentar por longos anos de qualquer actividade política. (Para os mais afoitos em reinventar a história ou de a tentar reescrever, convido-os a procurar nos arquivos do Município ou da Freguesia das Lavegadas, o cerne do episódio.)
Aliás, este blogue “Baú da Histrionia”, não o poupou a uma censura prévia, quando na minha opinião, “… se endeusou e se cristalizou…”, “… quando se rodeou da 5ª divisão da terra de ninguém…”, etc. etc. etc.
Os nossos percursos separaram-se. E o tempo com imensa erudição, aflorou momentos de razões e as conclusões que nos trouxeram até aqui. O povo foi soberano. A sabedoria do povo que lhe deu mandatos ininterruptos, até não poder mais, foi a mesma que lhe negou a eleição do seu predilecto.
Inclusive, para ficar mais equidistante, sublinho que fui um dos que delegou com militância o seu voto na “Mudança Tranquila”. Fi-lo sem qualquer estigma ou sigilo no 1º e 2º período da sua vigência. (No 3º não… a “pomba” foi branca). Sou um cidadão libre e na minha cidadania mando eu. Exploro-a nas regras e tratados de uma república de pluralidade democrática, como bem entendo e anseio como propósito.
O Comendador Jaime Soares, seguiu os seus caminhos no universo das suas valências. Eu vivi, no meu canto e a assumir novas aventuras e desafios. Contudo, na convergência e divergências, nunca lhe neguei méritos e outros atributos.

Como tal, voltando há triste realidade, que me fez escrever este texto, sempre pensei que durante o último mandato do Presidente João Henriques, ele fizesse jus há história de Vila Nova de Poiares e a um dos seus mais proeminentes obreiros e cidadão. Há esse padrão. Existe essa doutrina.

- O Comendador Jaime Soares, cometeu excessos!? - Sem dúvida.
- Confundiu a sua legitimidade com autoritarismos!? – Evidentemente que sim.
- Institucionalizou num feudo o seu mando!? – Órgãos Sociais, confirmam e registam esse feito.
- Essas Instituições não se “regeneraram” e subsistem em prol da comunidade? – Claro que sim.
– O que levou consigo!?
- Foi só dividas que deixou!??

Só há uma data executável para o homenagear: - 13 de janeiro. A nossa terra e o seu povo honram-se, nesse dia.
Agora, só para o ano.
- Quiçá, qual ano!? – Quem será o novo inquilino do Município!?
Neste momento entre burburinhos, disse-que-disse e outros afins e ditotes… tudo é possível… até a sua reeleição. O povo nunca deixa de ser soberano.

Remigremos ao âmago da conversa e da mais elementar justiça. Para quando a atribuição do seu nome há Zona Industrial de Vila Nova de Poiares!? (Defendo esta ideia, há anos. E não estou só.)  
Foi a sua postura visionária que a geminou. Indubitavelmente.
Os proveitos familiares, sociais, comunitários, comerciais, industriais… e autárquicos, são enormes. 
Eis um tomo reverso a discursos cíclicos só de exílios negativos…  

Despois de expressar esta opinião, não me revejo a alterar comportamentos. Nem a ser a lapa de ninguém. Continuarei a ser eu em mim! 


segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

 

Jorge Alberto Rodrigues Gonçalves

13 de janeiro de 2025

 

 

De uma forma muito simples e humilde, anúncio que considero, apresentar nas próximas eleições autárquicas, uma candidatura a um Órgão Autárquico de Vila Nova de Poiares. Nada me move contra ninguém. Alimenta-me a propositura de ser útil. De contribuir com as minhas considerações e convicções para um debate público esclarecedor, acutilante e empreendedor em prol da comunidade. Nunca, Vila Nova de Poiares, como agora, solicitou a militância de todos os seus cidadãos.

Num tempo de mudanças profundas e de adaptações constantes, temos que nos reinventar para estarmos sempre na linha da frente. Não nos podemos resignar a perder a nossa identidade reivindicativa, expressa nos primórdios dos 127 anos de história, que nos define como povo e território.

Existe uma alma cívica que me acompanha, neste desiderato. Como tal, havemos de saber interpretar a democracia nas suas valências alternativas, para considerar a mensagem a propor perante os Poiarenses.   No dia 25 de Abril, com a tranquilidade que se exige, divulgaremos os nossos propósitos.

Novos tempos. Novos desafios.

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

A Verídica Ebriedade do Recipiente.

Num sítio em que do nada se fazem bailes medievais com paparoca gourmet, vai-se viver para o ano, um ano estrondoso e frondoso, primado de iniciativas políticas. Nunca a incógnita se apoderou do seu cenário autárquico, como agora.

Os actuais donos do condomínio, pela alarvaria e arrogância, expuseram-se de uma forma inusitada a colocar em causa uma mutação sossegada para abraçarem uma insónia constante. A vaidade e narcisismo, criaram um divórcio de órfãos, antes de se namorarem, casarem, realizarem o coito de uma forma oficial - quer religiosa, quer laica - para que parissem crias de uma forma natural, para oferecerem aos seus órgãos de regência.

Os ruões do “parque jurássico” – anteriores inquilinos - acomodaram-se numa cópia de sebastianismo e com a sua sede às escuras, cheia de teias de aranha com os “diocesanos” habituais, aguardam que o seu candidato apareça montado num jumento a emergir das penumbras do nevoeiro em duas versões oligárquicas: - a velha ou a nova. Estes, crê-se que tenham como muleta uma tertúlia…

Como se não bastasse estas dores de cabeça para uns e outros, auto-flageladas e masoquistas, eis que surgem mais dois compinchas para levar a sério num chega de outras tormentas a decifrar “cdu”. Mas podem aparecer outras poias de aborrecimentos.

É tão lindo a vulgocracia e os seus prazeres de apoquentações e enxaquecas!

sexta-feira, 28 de junho de 2024

O nosso melhor para a Europa!?

 

A hipocrisia da eleição de António Costa, para a presidência do Conselho Europeu.

Não simpatizo com a personagem política de António Costa. É um estratega frio e calculista. A sua ascensão dentro do seu partido e a maneira como subverteu o contexto eleitoral e se concertou com dois partidos radicais e anti-europa para ser primeiro ministro, indiciam uma antropofagia ruminante de poder. Localiza-se sempre numa incongruência. Um autêntico camaleão, híbrido. Se não pega de uma maneira… atira-se e candidata-se a ir de empurrão.

Posteriormente, “um parágrafo” serviu de “influência” para apresentar a sua demissão. De trapalhada em barafunda, mais os seus escolhidos e acólitos, malbarata, uma” milagrosa” maioria. Tendo banalizado como nunca, a autoridade e sentido de Estado.

… … … ….

Agora é eleito com a conivência de quem humilhou e desprezou em Portugal, com o propósito de ser português. Eis o nacional porreirismo no seu maior esplendor e chilreada.

É de uma promiscuidade intelectual inqualificável, querer indiciar que o político eleito, pode fazer uns jeitinhos na categoria e tipologia de “frete” e “cunha”, para benfeitorizar os moradores deste país à beira mar, plantado.

Depois admiram-se que o populismo e o radicalismo, medra.

terça-feira, 21 de maio de 2024

O RIDÍCULO TORNOU-SE UMA ARTE CONTEMPORÂNEA.

TOMO II

Os nossos partidos políticos mais radicais estão a viver numa fantasia muito perigosa.

Os de esquerda vivem na nostalgia de leste e os de direita na sua realidade. Os de esquerda proclamam o seu bolchevismo os de direita anafam-se na sua oligarquia.   

Os de esquerda por cá são a favor da comunidade LGBT que os bolcheviques aniquilaram e os oligarcas acossam e enjaulam. Os da direita assumem o serem absolutamente contra e espelham-se nos “filhos da putin”.  

Os de esquerda são negativamente contra a União Europeia e Nato, suspiram pelo nevoeiro de um novo “Pacto de Varsóvia”.  Os de direita amotinam -se nas trincheiras de estribilhos e lugares-comuns em que os 27 membros estiveram ambíguos e imprudentemente destapados. Os sinónimos de expatriação.

Os de esquerda vivem numa democracia que lhes permitem “ser contra” e reinventar, fluxos contrários às suas referências.  Os de direita vivem numa democracia que ultrajam e maliciosamente cultivam o culto do “Duce” morto e outro que sê, ventura.

… … … …

Viva a hipocrisia e a sua mendicidade intelectual!


segunda-feira, 20 de maio de 2024

O ridículo tornou-se uma arte contemporânea.

TOMO I

A banalidade adquiriu um espaço incomum no comum quotidiano da nossa individualidade colectiva. Falamos de muita coisa, seja ela qual for e não compreendemos coisa nenhuma do nada que a possa sustentar. Iludimos os propósitos de autonomia de uma sociedade democrática baseada na pluralidade de opção e alternância. Hipotecamos a nossa cidadania em chavões de dogmas obsoletos. Nunca o ser humano se teve que reinventar como agora e eis-nos a esgrimir o futuro com dogmas desactualizados, descaracterizados, manipulados e aldrabados.  

Sou literalmente contra sistemas políticos manipuladores. Usurpadores da liberdade. Que se encaixotam no aparelho do estado. Denomino-os a espessa “arte” de fascismo e bolchevismo. Duas fatiotas de doutrinas cheias de caruncho, entulhadas de sofrimento e alagadas em sangue.   Não se justifica no mundo em que vivemos, ainda estarmos ancorados nesses dois botes de maledicências e esbarros cívicos.  

Fazem parte da nossa evolução civilizacional. Havemos de os estudar. Mas havemos de os libertar do nosso conceito de práticas.