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domingo, 11 de janeiro de 2026

A ignominia dos anónimos e a sua bravura! E os Calinóquios!

Prolifera nas redes sociais – e um pouco pela rua – uns indivíduos e grupelhos de bravos do pelotão. Figuras e gentes de uma tribo de guerrilheiros mais parecidos com bagunceiros. Poltrões. Mandam umas atoardas para o ecrã como inquisidores providos do “século das trevas”. Instigadores de um declínio ético e moral quando se recriam num estado de direito e no primado de uma democracia pluralista. A clandestinidade é uma arma quando o obscurantismo segrega os valores básicos da cidadania plena e da liberdade das pessoas.

Eu próprio já fui vítima de alguns afeiçoados do abstrato sem silhueta e recheio intelectual. O mudar de opinião não é crime. O aprimorar conceitos, o dialogar a pedir explicações, o ponderar analisar contextos, o decifrar novos conteúdos de estar e de informação e o esgrimir o tempo no seu tempo nos seus momentos, não invalida o ter sido crítico e agora trilhar um caminho, sobre a alçada de um signo e procurar outra sina. Não retiro uma virgula ao meu passado, isso era desvirtuar a minha história. Como não antecipo viver o meu futuro sem lavrar, semear e cultivar o meu presente.

Assisto cá na paróquia a atoleimadas diatribes de censura sem rosto, configurada num bonecro com óculos, ou não, a cilindrar personalidades políticas. Alguns com textos acutilantes e pertinentes, mas enfermos de idoneidade intelectual por falta de esqueleto, muito em particular sem coluna vertical. Que se esvaziam e esfumam sem remissão. 

De igual modo, temos observado – nesses bonecros – respostas de legiões de propagandistas a defender o seu “herói” de uma maneira vulgar e de baixo nível.

Há um movimento cá na paróquia, que tem como rubrica identitária a vitimização. Tudo que lhe possa causar desconforto ou inconveniência, invocam essa prerrogativa.  E salta-lhes logo a pergunta: - Para haver uma vitima tem que haver um opressor / agressor, certo?

Numa resposta simplista e simplória, claro que sim. Pois, um opressor / agressor, pela sua natureza e comportamento, está à margem da lei.  

Agora quando se invoca um estatuto – seja de cidadão ou de eleito – e se questiona, se tenta esclarecer dúvidas e acima de tudo, se tenta procura ser “transparente e participativo” dentro da Lei, isso jamais é ser-se opressor / agressor. Isso só define quem usa esse argumento. Sentem-se os latifundiários intangíveis do regime, com cute de ovelha e canastro de lobo.

Escasseando-lhe esse argumento, ouve-se outro, “ressabiado”. Quem respeita o seu espaço de missão e interroga / solicita nessa circunstância, nunca se espelha como ressentido / melindrado. Coloca-se no seu lugar.

"Largos dias têm 100 anos". E a verdade nunca foi independente!

 E para tal o “herói” hoje – amanhã se calhar, melhor ainda tem inúmeras opções de palco -   encontra-se “seguro” entre camaradas!

E estes de o serem (qualquer coisa) a independentes, estão para hipocrisia o que o cinismo está para a mendicidade intelectual. Oportunistas!