Prolifera nas redes sociais – e um pouco pela rua – uns indivíduos e grupelhos de bravos do pelotão. Figuras e gentes de uma tribo de guerrilheiros mais parecidos com bagunceiros. Poltrões. Mandam umas atoardas para o ecrã como inquisidores providos do “século das trevas”. Instigadores de um declínio ético e moral quando se recriam num estado de direito e no primado de uma democracia pluralista. A clandestinidade é uma arma quando o obscurantismo segrega os valores básicos da cidadania plena e da liberdade das pessoas.
Eu próprio já fui vítima de
alguns afeiçoados do abstrato sem silhueta e recheio intelectual. O mudar de
opinião não é crime. O aprimorar conceitos, o dialogar a pedir explicações, o
ponderar analisar contextos, o decifrar novos conteúdos de estar e de
informação e o esgrimir o tempo no seu tempo nos seus momentos, não invalida o
ter sido crítico e agora trilhar um caminho, sobre a alçada de um signo e
procurar outra sina. Não retiro uma virgula ao meu passado, isso era desvirtuar
a minha história. Como não antecipo viver o meu futuro sem lavrar, semear e
cultivar o meu presente.
Assisto cá na paróquia a
atoleimadas diatribes de censura sem rosto, configurada num bonecro com óculos,
ou não, a cilindrar personalidades políticas. Alguns com textos acutilantes e
pertinentes, mas enfermos de idoneidade intelectual por falta de esqueleto,
muito em particular sem coluna vertical. Que se esvaziam e esfumam sem
remissão.
De igual modo, temos observado –
nesses bonecros – respostas de legiões de propagandistas a defender o seu
“herói” de uma maneira vulgar e de baixo nível.
Há um movimento cá na paróquia, que
tem como rubrica identitária a vitimização. Tudo que lhe possa causar
desconforto ou inconveniência, invocam essa prerrogativa. E salta-lhes logo a pergunta: - Para haver
uma vitima tem que haver um opressor / agressor, certo?
Numa resposta simplista e
simplória, claro que sim. Pois, um opressor / agressor, pela sua natureza e
comportamento, está à margem da lei.
Agora quando se invoca um
estatuto – seja de cidadão ou de eleito – e se questiona, se tenta esclarecer dúvidas
e acima de tudo, se tenta procura ser “transparente e participativo” dentro da
Lei, isso jamais é ser-se opressor / agressor. Isso só define quem usa esse
argumento. Sentem-se os latifundiários intangíveis do regime, com cute de
ovelha e canastro de lobo.
Escasseando-lhe esse argumento,
ouve-se outro, “ressabiado”. Quem respeita o seu espaço de missão e interroga /
solicita nessa circunstância, nunca se espelha como ressentido / melindrado.
Coloca-se no seu lugar.
"Largos dias têm 100
anos". E a verdade nunca foi independente!
E para tal o “herói” hoje – amanhã se calhar, melhor
ainda tem inúmeras opções de palco - encontra-se “seguro” entre camaradas!
E estes de o serem (qualquer
coisa) a independentes, estão para hipocrisia o que o cinismo está para a
mendicidade intelectual. Oportunistas!