Há uma lacuna histórica ao
longo do mandato do Presidente João Henriques, como administrador do Município,
que considero incurial. A apreciação política que fez do ex-autarca Jaime
Carlos Marta Soares. Interpretou-o como
um autarca periférico, menor e sem currículo.
Antes demais, avivo os mais incautos, que não tenho qualquer relação de convívio, com o ex-presidente do município. Tenho um passado em comum político com ele, que não o nego e do qual muito me orgulho. Pois, possuiu de mim a minha melhor versão entre os meus defeitos e virtudes. No entanto, no exercício da delegação de competências que o povo da Freguesia de Lavegadas me atribuiu, de ser o seu rosto e voz, incompatibilizamo-nos. E esse desvio, criou em mim uma mágoa pessoal tremenda, que me fez abdicar de me apresentar a outro mandato, como de me ausentar por longos anos de qualquer actividade política. (Para os mais afoitos em reinventar a história ou de a tentar reescrever, convido-os a procurar nos arquivos do Município ou da Freguesia das Lavegadas, o cerne do episódio.)
Aliás, este blogue “Baú da Histrionia”, não o poupou a uma censura prévia, quando na minha opinião, “… se endeusou e se cristalizou…”, “… quando se rodeou da 5ª divisão da terra de ninguém…”, etc. etc. etc.
Os nossos percursos separaram-se. E o tempo com imensa erudição, aflorou momentos de razões e as conclusões que nos trouxeram até aqui. O povo foi soberano. A sabedoria do povo que lhe deu mandatos ininterruptos, até não poder mais, foi a mesma que lhe negou a eleição do seu predilecto.
Inclusive, para ficar mais equidistante, sublinho que fui um dos que delegou com militância o seu voto na “Mudança Tranquila”. Fi-lo sem qualquer estigma ou sigilo no 1º e 2º período da sua vigência. (No 3º não… a “pomba” foi branca). Sou um cidadão libre e na minha cidadania mando eu. Exploro-a nas regras e tratados de uma república de pluralidade democrática, como bem entendo e anseio como propósito.
O Comendador Jaime Soares, seguiu os seus caminhos no universo das suas valências. Eu vivi, no meu canto e a assumir novas aventuras e desafios. Contudo, na convergência e divergências, nunca lhe neguei méritos e outros atributos.
Como tal, voltando há triste realidade, que me fez escrever este texto, sempre pensei que durante o último mandato do Presidente João Henriques, ele fizesse jus há história de Vila Nova de Poiares e a um dos seus mais proeminentes obreiros e cidadão. Há esse padrão. Existe essa doutrina.
- O Comendador Jaime Soares, cometeu excessos!? - Sem dúvida.
- Confundiu a sua legitimidade com autoritarismos!? – Evidentemente que sim.
- Institucionalizou num feudo o seu mando!? – Órgãos Sociais, confirmam e registam esse feito.
- Essas Instituições não se “regeneraram” e subsistem em prol da comunidade? – Claro que sim.
– O que levou consigo!?
- Foi só dividas que deixou!??
Só há uma data executável para o homenagear: - 13 de janeiro. A nossa terra e o seu povo honram-se, nesse dia.
Agora, só para o ano.
- Quiçá, qual ano!? – Quem será o novo inquilino do Município!?
Neste momento entre burburinhos, disse-que-disse e outros afins e ditotes… tudo é possível… até a sua reeleição. O povo nunca deixa de ser soberano.
Remigremos ao âmago da conversa e da mais elementar justiça. Para quando a atribuição do seu nome há Zona Industrial de Vila Nova de Poiares!? (Defendo esta ideia, há anos. E não estou só.)
Foi a sua postura visionária que a geminou. Indubitavelmente.
Os proveitos familiares, sociais, comunitários, comerciais, industriais… e autárquicos, são enormes.
Eis um tomo reverso a discursos cíclicos só de exílios negativos…
Despois de expressar esta opinião, não me revejo a alterar comportamentos. Nem a ser a lapa de ninguém. Continuarei a ser eu em mim!