Estamos
a cirandar num circuito em espiral cuja alternativa de fim e saída, pode-nos
colocar na aba de um precipício.
Há
um mês atrás, tudo era supostamente normal. A partir de 11 de março, tudo se
tornou delicadamente anormal.
Eis
o cenário e o seu contexto:
-
Eleições Legislativas.
-
Eleições Autárquicas.
Digressões
às urnas que nos podem aproximar da inflexibilidade e incógnitas. Dificilmente
haverá um resultado soberano. As somas dos escrutínios podem ser inferiores a
consensos naturais. E a maioria serem migalhas que se dividem em fragmentos
antagónicos. Sobressaindo sempre uma aura de indefinições e incertezas. “Geringonças”.
-
Eleições Presidenciais.
As anteriores eleições, podem
influenciar uma eleição à 1ª volta de uma “celebridade” inadequada. Alheia aos
alicerces de um regime – que não sendo imune a muitas críticas – tem que se
regenerar por si. Com os seus.
AVIZINHAM-SE TRÊS ELEIÇÕES,
QUE PARA MIM FORAM SEMPRE DISTINTAS, MAS QUE AGORA POSSUEM CONEXÕES PERIGOSAS
EM FORMA DE TENTÁCULOS.
Um
ciclo de êxitos de personagens identificadas com paridades de intolerância que
atentem contra: - “Todos Cidadãos. Todos Iguais”, dará legitimidade a “almas
penadas” para procriarem mais alucinações, que nos podem infligir tormentos e clivagens
perduráveis na sociedade.
Não
me posso abstrair nas LEGISLATIVAS e permitir que singre em ascensão na área da minha
colectânea política, o culto da personalidade num facho de ressurectos
fascismos. As ideias devem sempre prevalecer num ideário de propósitos. Nunca
depender dos humores do “grande chefe”.
Porque
embora critique muita coisa neste regime – dão-me a liberdade para cultivar
espaço para isso – e como tal, não ouso afirmar que vivo há cinquenta anos
chafurdado só em corrupção. Há outdoors perniciosos semeados a prenunciar isso
… por um vendedor da banha da cobra, que não consegue remédio para purgar o que
nos expõem como chega, em dose de antítese.
Não
me posso julgar a patrocinar nas AUTÁRQUICAS, quem lhe consiga dar empunho e o aventure legitimar.
Sempre votei nas pessoas e no seu programa. Conquanto, não existe espaço de
manobra para distinguir o local do nacional. Já que, no concelho aonde exerço o
meu sentido de voto não há um histórico autónomo, que sirva de catarse que
defina aonde eles se quedam e se ampliam. Qual o destaque e a ressonância de
outras legitimações.
- As suas fobias - dogmas do Partido - que atentam contra a individualidade, pessoalidade e personalidade.
A sua arruada gramatical e o seu menear pidesco: - revoltam-me e azedam-me. Mais que tudo, abomino o seu “trauliteirismo”
político. A chafurdice de banalizar tudo e todos como inquiridores puros e
castos da verdade, verdadinha. Quando o seu leito traduz, também, salgadamente
a sociedade e insossamente a sua castidade. A loa que fazem por exemplo de
Trump … e a maneira repugnante como trataram um Deputada do Partido Socialista na
Assembleia da República …, entre muitos mais exemplos indecorosos, impõem um repreensão,
categórica de repulsa a dar-lhes palco.
Não
tenho qualquer estigma em afirmar que conheço – localmente - muita boa gente
nas suas hostes – que prezo – mas que infelizmente neste contexto político que
se avizinha, não os desassocio de serem manipulados para legitimar, outras “contas
de rosário”.
Não
quero requisitar nas PRESIDENCIAIS uma promulgação para eleger a personificação de um
“estado de sítio”, quero usar o estatuto do “habeas corpus”, de eleger alguém
da República, nativos das lides da Democracia. Apreciava esperar por Marques
Mendes ou António José Seguro, na 2ª volta.
Um
militar como Presidente da República neste tempo, personifica para mim o
garrote da emancipação pluralista da nossa democracia. Atesta uma parada
militar, mas sem armistício, que fica entre outro presumível PREC e um 25 de
Novembro, fictício.
O
comandar é um desígnio de um militar de patente. O ser subordinado ao regime
democrático é a sua função. O defender a Pátria – em todos as suas fronteiras
de identidade e soberania - é a sua fundamentação. Agradeço ao Sr. Almirante o
seu prestimoso contributo na coordenação – “task-force” - contra o “intruso”
SARS-CoV-2. Não mais. Nada mais.
Só
poderei inclinar para ele o meu voto se o partido do culto da personalidade
registar á porta das urnas a presença do seu estafeta. Qual militante do PCP na
2ª volta das Eleições Presidenciais de 1986, após ouvir Álvaro Cunhal: - “Se
for preciso tapem a cara [de Soares no boletim de voto] com uma mão e votem com
a outra. Vamos ter de engolir um sapo “. E Mário Soares continua com o cognome
de “Fixe”. E eu a digerir uma ardência, da
saborosa democracia.
Acresce
afirmar, que nada me move contra ninguém. A questão é que preservo muito a
minha integridade cívica e nela a minha honestidade intelectual.
E
fico muito bem, sem me sentir subjugado a nada nem ninguém.