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sexta-feira, 28 de março de 2025

ESTÁ NA FORJA. I

Será?
- Burburinho / real consequência.
- Boato / engano inconsequente.

Numa loja de uma longa rua, com o nome de um renomado “Encarregado de Obras” estão a distribuir cargos como quem faz uma bola, num jogo de sueca. Raramente há pentes. Por isso é que aparecem por vezes todos esguedelhados…
Após se destrunfarem uns aos outros – tu ficas e tu vais – eis que, um vai deixar de ser a “pessoa próxima” para ser candidato a administrador...
Desapega-se de uma epístola de renúncia, com autenticidade desde o primeiro mês do calendário juliano e gregoriano.

- Desculpem-me, estão a bater-me à porta. Vou ter que averiguar.  
- Boa tarde! Pretende alguma coisa!?
- Olá! Desculpe incomodar. Sim. Precisava de saber o indicativo para ligar para a Terra da Pouca Vergonha!? Pode-me dizer, se faz favor?
- Querida amiga! Minha querida amiga, porque pediu com tanto carinho e afabilidade, aí vai. Creio ser este: oito – quatro – dois – nove . seis – dois. Lembrei-me deste, mas há outros. Serve?
- Claro que sim. Grato. Beijinhos.  
- Tudo de bom! De nada.
Até uma transeunte sorriu para os  “beijinhos” – fiquei feliz - mas que ela é um naco de bom caminho, lá isso é. Boa figura. Compreendem!? Chama-se: - Decência.
 
Em todos os jogos há um quê de imaterialidade, e um quão de arrojo. Senão, vejamos:

- Esses mesmo convivas já sacaram um presidente para ser presidente mais arriba. Deixa de dialogar com fregueses e eventualmente passará a falar com munícipes.
Deixa uma eleição - mais abaixo - com todos a serem tratados por candidatos. Não há nenhum recandidato. E os Fregueses decidirão… 

A acontecer a presença, valha-nos Santo André e os seus Fregueses, para este!

quinta-feira, 27 de março de 2025

AS PERSONAGENS ESTÃO-SE A ENROUPAR. E UM APARCEU “NU”. Mas… YI

Da história de Portugal, Dom Sebastião nunca emergiu do nevoeiro. Mas aguarda-se que possa acontecer, “um dia”.
Mas dos aposentos do parque jurássico saiu um Sebastiãozinho. (Tal carinhoso diminutivo tem a haver com o genuíno, que por razões obvias já deve ter barbas brancas, sei lá até aonde!)
Não que, aparecesse em pelote, mas porque toda a gente o esperava desde 2013.  Lá diz o ditado popular: - “Vale mais tarde que nunca”.

Muito mal apresentado numa aparição precoce por um órgão de comunicação social, que depois foi copiado a âmbito para lá das fronteiras da paróquia. Reproduzindo a ideia encarquilhada que esteve a invernar, tal o seu acanhamento dentro da farda.
Confesso que desabafei com um amigo, que eu não me tinha ficado, perante tal proposta de enchousada pelicula. Os outros todos vestidos “ pipi” e ele “à papá”.  (Comentou-se sarcasticamente pelos cafés.)

Creio que alguns ficaram a pensar e a cogitar, que em duas penadas eleitorais o apelido familiar nesta geração de pai para filho, irá finar-se no mando da paróquia e do partido. Que este caso de “emplastrofobia”, cessa. Outros, coagulam-se numa bolha de amores infindos e transes que o sonham como o herdeiro legitimo da “Lâmpada de Aladino” e o percursor de retirar a terra do marasmo e pasmaceira em que se agita há doze anos. Endrominada nos enredos da dívida ….
Lembrei-me de uma de 36 milhões cúbicos … mas não deve ser trazida para o caso.!?  Ou é? 
(Porra, agora quem estava a meter o pé na poça, era eu. - Apinchim! Com tanta água, constipei-me. Santinho, para mim, então!) 
 
Por mim que seja muito bem-vindo ao palco das autárquicas. E que traga gente com categoria cívica para engradecer o debate e a sua consequência. Com perfil de uma recta - princípio e fim.
A eleição é outro assunto, a sua constituição outra rubrica e outra constatação. As consequências advirão depois da acomodação. 

Os poetas, já o declamam assim: 
                                                    - Apareceu sem o achar
                                                    e toda a gente o topava
                                                    beliscou-se para entrar
                                                    e afinal, já lá estava.     
              
Aos que marinaram nestes doze anos a dar a cabeça, tiro-lhes o chapéu. Porque bonés há muitos!
Fica cada um, com seu penteado e se todos descobrirem que estão a ficar carecas e sem tempo para transplantes capilares para aparecerem nas arruadas, misturem-se por aí, por ali, e acolá. E a beleza se manterá e o jeitinho também. 

Reparo solidário, depois do acolá, ficam os outros! E porra, são muitos.

Um dos tais, tem na forja mais uma aplicação para roteiros … (a acrescentar ao do Município, ao VIP 360 …)
Pasme-se tanto convívio e cortesia, há pelo menos o cuidado de ninguém se perder - para alguém aproveitar para fazer turismo. E no fim do “passeio” se tornarem a encontrar, para dar uns abracinhos e uns afagos entre umas palmadinhas no rabo e uns murmúrios poucos perceptíveis.  
Podem não se ter perdido, mas alguns vão perder!

quarta-feira, 26 de março de 2025

Quanto vale para mim a DEMOCRACIA!? Quanto vale a minha cidadania em LIBERDADE!

Estamos a cirandar num circuito em espiral cuja alternativa de fim e saída, pode-nos colocar na aba de um precipício.
Há um mês atrás, tudo era supostamente normal. A partir de 11 de março, tudo se tornou delicadamente anormal.
Eis o cenário e o seu contexto:

- Eleições Legislativas.
- Eleições Autárquicas.

Digressões às urnas que nos podem aproximar da inflexibilidade e incógnitas. Dificilmente haverá um resultado soberano. As somas dos escrutínios podem ser inferiores a consensos naturais. E a maioria serem migalhas que se dividem em fragmentos antagónicos. Sobressaindo sempre uma aura de indefinições e incertezas.  “Geringonças”.

- Eleições Presidenciais. 

As anteriores eleições, podem influenciar uma eleição à 1ª volta de uma “celebridade” inadequada. Alheia aos alicerces de um regime – que não sendo imune a muitas críticas – tem que se regenerar por si. Com os seus.

AVIZINHAM-SE TRÊS ELEIÇÕES, QUE PARA MIM FORAM SEMPRE DISTINTAS, MAS QUE AGORA POSSUEM CONEXÕES PERIGOSAS EM FORMA DE TENTÁCULOS.

Um ciclo de êxitos de personagens identificadas com paridades de intolerância que atentem contra: - “Todos Cidadãos. Todos Iguais”, dará legitimidade a “almas penadas” para procriarem mais alucinações, que nos podem infligir tormentos e clivagens perduráveis na sociedade.
Não me posso abstrair nas LEGISLATIVAS e permitir que singre em ascensão na área da minha colectânea política, o culto da personalidade num facho de ressurectos fascismos. As ideias devem sempre prevalecer num ideário de propósitos. Nunca depender dos humores do “grande chefe”.
Porque embora critique muita coisa neste regime – dão-me a liberdade para cultivar espaço para isso – e como tal, não ouso afirmar que vivo há cinquenta anos chafurdado só em corrupção. Há outdoors perniciosos semeados a prenunciar isso … por um vendedor da banha da cobra, que não consegue remédio para purgar o que nos expõem como chega, em dose de antítese.

Não me posso julgar a patrocinar nas AUTÁRQUICAS, quem lhe consiga dar empunho e o aventure legitimar. Sempre votei nas pessoas e no seu programa. Conquanto, não existe espaço de manobra para distinguir o local do nacional. Já que, no concelho aonde exerço o meu sentido de voto não há um histórico autónomo, que sirva de catarse que defina aonde eles se quedam e se ampliam. Qual o destaque e a ressonância de outras legitimações.

- As suas fobias - dogmas do Partido -  que atentam contra a individualidade, pessoalidade e personalidade. A sua arruada gramatical e o seu menear pidesco: - revoltam-me e azedam-me.  Mais que tudo, abomino o seu “trauliteirismo” político. A chafurdice de banalizar tudo e todos como inquiridores puros e castos da verdade, verdadinha. Quando o seu leito traduz, também, salgadamente a sociedade e insossamente a sua castidade. A loa que fazem por exemplo de Trump … e a maneira repugnante como trataram um Deputada do Partido Socialista na Assembleia da República …, entre muitos mais exemplos indecorosos, impõem um repreensão, categórica de repulsa a dar-lhes palco.  

Não tenho qualquer estigma em afirmar que conheço – localmente - muita boa gente nas suas hostes – que prezo – mas que infelizmente neste contexto político que se avizinha, não os desassocio de serem manipulados para legitimar, outras “contas de rosário”.

Não quero requisitar nas PRESIDENCIAIS uma promulgação para eleger a personificação de um “estado de sítio”, quero usar o estatuto do “habeas corpus”, de eleger alguém da República, nativos das lides da Democracia. Apreciava esperar por Marques Mendes ou António José Seguro, na 2ª volta.
Um militar como Presidente da República neste tempo, personifica para mim o garrote da emancipação pluralista da nossa democracia. Atesta uma parada militar, mas sem armistício, que fica entre outro presumível PREC e um 25 de Novembro, fictício.
O comandar é um desígnio de um militar de patente. O ser subordinado ao regime democrático é a sua função. O defender a Pátria – em todos as suas fronteiras de identidade e soberania - é a sua fundamentação. Agradeço ao Sr. Almirante o seu prestimoso contributo na coordenação – “task-force” - contra o “intruso” SARS-CoV-2. Não mais. Nada mais.  
Só poderei inclinar para ele o meu voto se o partido do culto da personalidade registar á porta das urnas a presença do seu estafeta. Qual militante do PCP na 2ª volta das Eleições Presidenciais de 1986, após ouvir Álvaro Cunhal: - “Se for preciso tapem a cara [de Soares no boletim de voto] com uma mão e votem com a outra. Vamos ter de engolir um sapo “. E Mário Soares continua com o cognome de “Fixe”.  E eu a digerir uma ardência, da saborosa democracia.  

Acresce afirmar, que nada me move contra ninguém. A questão é que preservo muito a minha integridade cívica e nela a minha honestidade intelectual.

E fico muito bem, sem me sentir subjugado a nada nem ninguém. 

terça-feira, 18 de março de 2025

AS PERSONAGENS ESTÃO-SE A ENROUPAR. TEMOS CHEFES DE FILA. Y - Modo Assembleia Municipal.

CINCO VEROSIMILHANÇAS DE ALGUÉM GANHAR O COGNOME DO “ZÉZINHO DA CLASSE”!

Muitos julgam que a política é linear. Um lápis, régua e esquadro e a geometria acontece. Mas engane-se quem pensa assim.

A Assembleia Municipal em Vila Nova de Poiares elege quinze membros directos. E congrega quatro por inerência de cargo. Os quatro Presidentes de Freguesia.

Na última eleição – 2021 - elegeu nove pelo PS, cinco pelo PPD-PSD e um pelo PCP/PEV. Associando quatro Presidentes de Freguesia todos do PS.

Agora com o PS; PPD-PSD; PCP/PEV; CHEGA e “POIARES A SÉRIO” a formalizar candidaturas conforme se constata no terreno, como vão ficar distribuídos os mandatos!?

Confesso que é aliciante intuir as oscilações do eleitorado pelo Método D'Hondt (ou por uma folha de Excel) das várias probabilidades de cenários.

Pode muito bem acontecer que o cabeça de lista mais votado, seja remetido para um insignificante lugar comum.  (Podem-se realizar alianças. As suas generosidades é que se podem tornar num pau de dois bicos.)

As Freguesias podem fazer a diferença. No entanto tudo se pode complicar. Por agora há a certeza que duas vão ter um novo inquilino. Santo André e São Miguel. (Sobre as quatro Freguesias opinarei noutra ocasião.)

Era interessante constatar o seguinte, uma personagem de ónus do período Paleolítico – PPD-PSD. Uma do período Mesolítico - PS. Um dissidente do Neolítico – Independente.  Um pátrio pelo Chega. O mesmo camarada pelo PCP-PEV. (Ou vai haver uma aliança à esquerda!?) - Há “ogres" no terreno…

Era lindo, ver um desses tubarões virar um carapau! - Ele há cada cara de pau, para empeçonhentar mentes de tanta sumidade. Mas quem avisa, amigo é! Não é?

Produtos para exercitar contas, conjecturar cenários e criar um recreio: 

ANO 2021

PS 55.19% - 1.881 – 9 M / PPD/PSD 32.63% - 1.112 - 5 M/ PCP-PEV 6.78% - 231 – 1M

ANO 2017

PS 58.11% - 2.175 – 10M / PPD/PSD 25.22% - 944 – 4M / CDS-PP 9.48% - 355 – 1M / PCP-PEV - 3.07% - 115 – 0M.

ANO 2013

PS 51.60% - 1.902 -9M / PPD/PSD 34.45% - 1.270 – 6M / CDS-PP - 5.13% - 189 -0M / PCP - PEV 3.47% - 128 – 0M.

ANO 2009

PPD/PSD 53.15% - 2.022 – 9M / PS 38.56% - 1.467 – 6M / PCP/PEV 3.84% - 146  - 0M

terça-feira, 11 de março de 2025

As personagens estão-se a enroupar. Temos chefes de fila. IY Temáticos suicídios com xaropes e “rosáceas”.

RECEITUÁRIO PARA EVITAR ENXAQUECAS, QUECAS SEM CONTRACEPTIVO… E USO DO VIAGRA INUTILMENTE. 

O andar a realizar “Jantares Temáticos” nesta altura é o mesmo que realizar uma excursão com o roteiro Turístico para o Moinho do Moleiro – Serra do Carvalho, definindo que o transporte é uma aeronave.
Obviamente que pode ser. Mas justifica-se!?
A sete meses de uma campanha eleitoral e do seu epílogo é o mesmo que teimar o passeio disfarçando o delírio de o sustentar pelo ar. E como tal, irmos apanhar um avião no Aeroporto Humberto Delgado - Lisboa e planar até ao Aeroporto Sá Carneiro – Porto …, agendando a presença dos interessados, conforme cada um o requer e ambiciona. E aí, caímos na realidade.
Faz algum sentido, querer antecipar quem está com quem, quando há um retraimento na sociedade civil sobre as próximas eleições autárquicas!?? - Pois, elas deixaram de ser o perceptível o similar, para se computarem como um “novo dia”, aonde sabemos que continua a haver palco para o pequeno almoço; almoço; lanche, jantar e putativamente uma ceia, mas que o seu horário pode variar de um para outro e que inclusive podem suprimir uma refeição em detrimento da doutra.
Tal arrojo, pode dar prisão de ventre, ou um desarranjo intestinal. Dizem uns que para a prisão de ventre podem usar um laxante qualquer a terminar em “colax”, como para a “soltura” um fármaco a findar em “odiar”. 
Num corre-corre eleitoral quem faz dele uma corrida de velocidade, no arranque cai. Neste caso pode jantar o que quiser, mas pode ser mais tarde indigesto.
Há muita gente a querer o mesmo e ainda não se manifestou. Apresentou o seu exército e os seus acólitos. 
Creio que, quem se ataviar nesta altura, com uma dieta para não andar com as calças nas mãos, desnecessariamente. Arrepia caminho.
 
UMA ROSA NATURALMENTE COM ESPINHOS (OU NÃO).

Há um indício pessoal e colectivo que nos pode levar a querer que João Feteira vá escolher a sua equipa ao Município.
Em condições normais, ainda tinha validade para se reeleito na Freguesia de São Miguel. Termina este ano o seu 2º Mandato.
Então – João Feteira - destitui-se de uma realidade absoluta para uma incógnita repleta de insónias!?
Depois o Partido Socialista abre um flanco num bastião – São Miguel - em que dessubstancia os seus até ao fim do seu prazo de validade e no último ciclo prepara o sucessor!?
A Freguesia de São Miguel foi exposta pelo PS a possuir uma linha de partida equitativa nas autárquicas - antes do seu tempo de geminação - idêntica ao município.  
 
Ou a concelhia do Partido Socialista perdeu o tino por completo ou o João Feteira terá o estatuto do “nadador salvador”. Assim, ou o homem tem o dom da ubiquidade e braçadas fortes e salva o montão de náufragos que andam a boiar, ou também se afoga.
 
Espero muito sinceramente que ouse trazer de si a sua melhor versão e companhias sem toxidades.
 
Caso contrário teremos que dividir fases da Pré-História pelos partidos tradicionais. Coabitamos com dois parques jurássicos.
- PPD/PSD – Paleolítico.
- PS – Mesolítico. 

domingo, 9 de março de 2025

As personagens estão-se a enroupar. Temos chefes de fila. III Inversão / Invertida

Num acto de contrição, “os pecadores” que nos trouxeram até ao mesmo sítio aonde começaram a sua aventura, sacam das suas hostes o seu maior activo. Após lavarem muita roupa suja internamente, realizarem cambalhotas com piruetas de 360 graus, em e por sessões de muita catequese, preparam-se para empurrar a sua personagem mais consensual e com obra feita, para o palco das eleições autárquicas.
João Feteira é discreto. Tem escola política, não fosse para mim, filho do maior estratega político que Vila Nova de Poiares, produziu. Percorreu a vida autárquica em ascensão. Ascendeu por mérito próprio à liderança da Freguesia de São Miguel. E, a sua intervenção, fala por si.
Adversários políticos declaradamente o elogiaram. Agora, se calhar, trincam a língua e estarão mil vezes arrependidos.

O Partido Socialista, rejuvenesce e fica mais apaziguado. No entanto todos sabemos que isso não basta. A ser uma realidade o seu comando tem alguns cuidados a ter em conta.

1º Não se pode fazer acompanhar de ninguém que exerce actividade política no município. Tem que forçosamente fechar um ciclo.
Porque: - Infelizmente, foi colocado a circular na opinião pública por camaradas seus – alguns para justificar a possibilidade de terem protagonismo - que o mesmo não seria candidato por motivos de saúde. Se porventura aparecer emplastros desta faina, corre o risco de ser chamado "testa de ferro" pelos seus adversários … e ser o "gladiador" lançado ás feras.
 
2º Não pode correr o risco de colocar a facção concelhia com a facção distrital na sua lista.
Porque: - Ficará despojado de um dos seus maiores atributos o ser discreto / consensual. Num cenário de cinco vereadores, havendo maioria da oposição é preciso muito engenho e arte para esgrimir a diplomacia. Nem a cabeça pró Coimbra, nem a pró concelhia, lhes é reconhecido tais atributos.   (Esta observação, dá para um cenário vitorioso como de derrota.)
 
(Há na minha opinião mais três factores a ter em consideração.) Um deles tem a haver com o Órgão Deliberativo e a sua futura “fauna e flora”.  
 
Tenho de João Feteira a imagem de um cidadão, integro. De uma pessoa dada à boa paz. Que estimo e muito respeito.
Mas no cenário semeado – muito por culpa da equipa que esteve nestes últimos anos a liderar o Município – tem que se fazer acompanhar de pessoas da sua inteira confiança, límpidas de rótulos e conotações com estes doze anos.
E, se assim o fizer e for, o Partido Socialista, retorna à linha de partida com mais vigor e entusiamo. O que seria excelente para a democracia e para os Poiarenses.
 
Caso contrário será “atingível” decompor a estratégia socialista.   
 
Nota: Creio que para esta aparição tão imaculada, muito também contribuiu o que se avizinha para o próximo mês de maio. (Falei deste possível “milagre” com um grande amigo na semana passada.)

sexta-feira, 7 de março de 2025

As personagens estão-se a enroupar. Temos chefes de fila. II

Como é norma, temos que contar com a apresentação da candidatura ao Município pelo PCP-PEV. Será o seu actual representante da Assembleia Municipal? 
Eleição que teve uma especificidade própria em 2021. Houve na sua eleição, mérito dos seus camaradas e também sentiu a simpatia criada pelo êxodo de votos do Partido Socialista por afinidades pessoais. Foi uma eleição interessante, que trouxe outra perspectiva de debate e sentido político.  

O Bloco de Esquerda obteve 135 votos e a Iniciativa Liberal obteve 117 votos nas últimas Eleições Legislativas. Imagine-se com as Eleições Legislativas calendarizadas para maio, que estes partidos obtêm analogia de escrutínios, ou mais qualquer coisinha (inclusive em detrimento de outros…). Dá para contrabalançar propósitos e até alianças. Facto que não estava nas cogitações de ninguém.
Sei que um destes partidos, por algumas pessoas que o militam localmente equacionam dar um ar da sua graça. E podem ir de peito feito às tumbas.  Como em última instância, podem gritar: - “Ei! Uh! Uh! Estamos aqui”.  E “negociar” o fazerem-se representar em alianças com outras candidaturas. Quem vai negligenciar isso!?
Sei que há um candidato que se roga de ter a bênção do “Winf-Fit multi”, para só per si, magnetizar o eleitorado. Louvo a sua afoiteza a temer que lhe possa dar uma hemialgia ou uma cefaleia…

Não é por nada, mas o PAN teve 69 votinhos. Que raio de mania tenho eu, em ver películas em todo o lado só para envenenar o ambiente crispado que já esfervilha e esfumaça!  Isto de ter votos expressos nas urnas também dá uns dinheiritos. E os partidos políticos tem despesinhas, despesas e despesonas. Basta verificar a repetição de candidatos por listas a órgãos distintos por aqui e acolá. Uma das vergonhas que a Lei eleitoral, permite.

Depois há sempre, um depois. E com esta história da “Moção de Confiança”. Luís Montenegro não só, se vai juntar a Mário Soares (dezembro 1977) como apeado do poder. Como nesta conjuntura de três eleições – Legislativas / Autárquicas / Presidenciais - será considerado a ignição que fez eclodir boas e más tropelias. 
Neste contexto, toldou as orgânicas que estavam em marcha de promessas políticas para São Bento, proposituras para “cargos de fim de estação” - vulgo “tachos” - e intenções autárquicas.

Confesso que estou para apurar aonde fica escalonado um Sr. Presidente de Município, Presidente do Conselho de Administração de uma “coisa” que mete água, Presidente de uma Associação de Futebol e putativo candidato à Assembleia Municipal, nas listas do seu partido à Assembleia da República.

Não é por nada. É só por uma modesta e simples questão. O que o antecedeu, já só assinava como Comendador. No mini latifúndio de cargos que ostenta, qual a definição mais querida para a rubrica a apensar em papel e no digital!? 

Hoje um, tem um burro por companhia. Teimosias da vida e alguma destreza cívica, não quer que o acusem de ter deixado algum para trás.