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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

1ª CONFISSÃO - Ao deus do culto da personalidade. Ao jacobino. Ao parque jurássico. À sugestão farmacopeia. E ao incógnito da ventura.

A minha sede nunca é do tamanho do copo… A minha cidadania e sentido de democracia é do tamanho do manel dos tostões, do antónio sem poder, do pinto dos chavos e do poderoso silva.
A minha fome tem como princípio o banquete de todos. A minha liberdade a soma dos melhores espaços para a divergência e a total noção do saber dividir, multiplicar e subtrair a melhor versão de cada um de nós em prol da comunidade.
Sempre fui contra a manipulação do poder para favorecer as crianças da minha companheira, os filhos do meu amigo, o primo da minha prima … … …  e o que mais possa ter como afinidade a manipulação da delegação de competências públicas, para benefícios desta trupe toda e demais fregueses.

Há doze anos atrás conclui a minha insurgência, contra um tipo que se endeusou e cristalizou. Tinha por “companhia” um rebento do ventre de minha Mãe. Um Mulher que amo. Que me colocou num conflito de valores. Mas não me prostitui.
Nesse início de período de tempo, optei por uma modernização plácida aonde estavam jovens com imensa categoria e com o corpo dado ao manifesto no resgate da democracia como a idealizo. (Uns entraram à boleia. Esses, tiveram de mim o benefício da dúvida).
Há oito anos atrás continuei a manifestar essa propositura como a minha opção.
Há quatro atrás. Rompi. Só não apresentei a “pomba” branca …  na Freguesia aonde sou eleitor, escolhi atribuir a minha confiança ao rosto do agora “Poiares a Sério”. (Não me arrependi). 

Neste período de tempo para as Legislativas sempre votei PPD/PSD. Para as presidenciais pela minha consciência. Marcelo Rebelo de Sousa nas primeiras, na outra não gostei das selfies hipocondríacas… do Sr. Professor. Optei por um tipo que parecia uma “pedrada no charco com ar cândido” e que mais tarde como Presidente de uma Freguesia demonstrou não ser um "arruda"…, mas um falsário. (“Merdas” da democracia que tanto amo e que gajos destes, entregam aos populismos). Senti-me enganado, mas continuo a acreditar na democracia pluralista. Para as Europeias – neste período - continuei a dar a preferência aos meus padrões e ideários.
Critiquei Passos Coelho até à medula da minha rebeldia. Mas votei nele pelo seu sentido de Estado. A geringonça apoderou-se do poder num golpe palaciano orquestrado por um senhor sem escrúpulos. António José Seguro, definiu-o muito bem…. (Faz-me lembrar um individuo, que numa freguesia apresentou uma lista numa assembleia… à rebeldia dos compromissos assumidos. E muitos dos seus correligionários foram apanhados de surpresa…. Ferrou o poder e nada se fez. Esperava que os traídos, lhe dessem protagonismo em águas inquinadas. Hoje, uns  terréus estão indemnes, outros nem por isso.)
Por meio houve o assumir uma mensagem pelo CDS-PP como independente, à Freguesia das Lavegadas. Para denunciar as ligeirezas que mais tarde se justificaram…. Sabia ao que ia. Projectei ideias. Despertei consciências. (Vejam os resultados dessas eleições e a contribuição lúcida da vontade soberana de uma comunidade). E expus-me…. 
Estive a um passo de assumir a minha filiação. Mas o tempo é um bom conselheiro. Eu amo a minha liberdade e não sou dado a estratégias e aos seus assomos… 

Conforme escrevi – e a internet não me desmente – sempre pensei que nestes tempos – período de 12 anos - houvesse um acto de contrição da concelhia do partido com que mais me identifico. Escritos após o 29 de setembro de há doze anos atrás, expressam isso como um anseio. Mas não. Infelizmente, persiste a ideia: - … “é o meu imóvel”.
Instruíram jovens recrutas nas orações mais acessíveis para dar indumentária ao pretendido. Tentam actualizar novos horizontes humanos no sufoco de uma oligarquia.
Uma concelhia, que foi uma das mais pujantes do Distrito de Coimbra, reside numa sede cheia de teias de aranha e ar mofento. Com as mesmas impressões digitais de sempre nos interruptores da luz.

Para os da arquibancada na pista de acesso ao poder cá da paroquia, explico que nas autarquias locais sempre votei nas pessoas. Não no partido com que mais me identifico. Orgulho-me de nunca ter entrado por nenhuma sede partidária a propor-me para candidato. Fui sempre convidado. Ouvi propósitos, idealizamos caminhos.  Sempre escolhi as minhas equipas.
Houve um episódio que abre uma “excepção” – o convite ao Sr. Engenheiro, no restaurante do Estádio de Alvalade… após uma viagem num comercial Toyota castanho, aonde ia ao lado do autarca que me mais tarde me deu um autografo na sua “biografia” política e que quinze dias depois da rubrica, rompemos amizade pessoal e esguardo político. (Houve aviso prévio). Porque até então, havia admiração e um passado em comum de que muito me orgulho e considero. Connosco ia um amigo, o António, foi no “curral da burra”. Que viagem, Almeida!?
No jantar, conheci uma pessoa que me acrescentou muito valor e que nos ajudou imenso em prol das Lavegadas. O seu afilhado, depois contribuiu para a nossa cisão…  Mas continuamos amigos.

Sobre o livro guardo-o religiosamente. Não nego o meu passado. Nem renego a sua história.