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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

O ser, estando na arte dos "cabeçudos"!

O que se passa na sociedade é algo de um conto baseado: - … em nada é definido, tudo é ao acaso… dos conceitos de Friedrich Nietzsche e do idealismo e romantismo de Miguel de Cervantes.

Falamos de democracia como um pitéu apetecível, mas indigesto. A república coloca-nos a todos no mesmo pedestal, mas a opulência dos mais fortes, subjuga-nos a liberdade. Somos escravos de algoritmos. Invertemos a interpretação identitária do adolescer com a maturidade do seu acontecer. Perpetuamos o usufruir influências com a preservação castradora da alternância.

Vimos, assistimos e consentimos indivíduos a monopolizar cargos e lugares como se fossem os donos disto tudo. Inventou-se a limitação. Ergueu-se a analogia da experiência. O “Know-How” …. Deu-se alento aos “salta-pocinhas”.

Estou a falar de desporto. O que se passa é algo de preocupante e muito desolador.

Misturou-se política com desporto. E uma sede, tornou-se um berçário de políticos em aleitamento e um albergue de ex-políticos.

O que se passa no futebol distrital é um absurdo. Aliás, é a herança de um quádruplo fruto “bento” entre autarcas que tiveram palco em terras de Cantanhede, Lousã, Soure e Vila Nova de Poiares. Tempos idos de poisio, convertido em poiso de safra. Colheu-se, colhe-se o que se semeou.

Sobejou até aos dias de agora, o mais “desperto” e “diplomata”.

Foi – é - o andar para a frente e quem teve / tiver mais arrebito, é que tocou / toca viola. Quem está ligado ao fenómeno desportivo assiste a um solipsismo e capachismo deveras confrangedor e castrador. Distritalmente somos uma pasmaceira desportiva ao lado das outras congéneres que fazem fronteira connosco.

Gere-se. Aleita-se. Ensaiam-se danças e corridinhos no ora vais tu, ora fico eu, num gira que gira de cadeiras. Por vezes chega-se a confundir quem é o mordomo e o aristocrata.

Deixando as congruências de Friedrich Nietzsche em paz e os fulgores emocionais de Miguel de Cervantes em guerra, assumo que sou critico em relação à Instituição que congrega os clubes do futebol. E que não aplaudo “mutações”. Representa o mesmo “status quo”. Um puxar para cima o situacionismo vigente.

Quero sentir novas eleições para purificar estigmas e apurar legitimidades sucessórias, após o caos que foram as anteriores.

Como espero que apareça como oposição não um ex-governador… ou o ex-autarca (da tríada apeada). Quero lá um líder que tenha transpirado futebol e continue a ter odor ao futebol. Mesmo que só tenha jogado na singela “Beterraba FC”. Tendo a sua agenda curricular o “Know-How” ingênuo de nada saber destas andanças e andarilhos dos bastidores. Que tenha sido matriculado na escola do lado contrário da rua, aonde os sabichões disto tudo, se adoutrinam. 

Reparo com desagrado a eleição de Pedro Proença na Federação Portuguesa de Futebol, vindo da Liga Portugal. Como sou contra a candidatura de Fernando Gomes vindo da Federação Portuguesa de Futebol ao Comité Olímpico Nacional.

É nisto que a nossa democracia sofre de macrocefalia. Existem “carolas” maiores que o corpo da nossa humilde estatura pública, educação cívica e propósitos democráticos.

- Porque será que o populismo e os charlatões proliferam!?

- Não será, porque é o único impulso que muita gente julga ter – dar-lhes voz e manejo - para no contexto que vivemos, dizermos não aos metediços “cabeçudos” e afins!