Cântico
Negro é o “Pai Nosso” da minha cidadania. E, se não me revejo nesta “horda” que
está a gerir os meus destinos comunitários, foi porque que em vez de caminharem
para a frente, com a aura com que ganharam o poder, remaram para nos encontramos
aonde eu lhes dei a mão, com a minha denuncia e o meu voto. Encontramo-nos, contra
a crista do endeusamento e cristalização. Contra a promiscuidade de manusear o
poder e doar benesses aos seus acólitos e mansões do regime.
Os
primeiros quatro anos desta gente, foram e tiveram o dogma da sua oposição ao
regime autocrata e nomeação de serem diferentes. - Insisti.
Os segundos quatro anos foram de conflitos entre a ousadia de se ter poder e servilismo. De autodestruir princípios e os seus rostos. - Desisti.
O
terceiro mandato, foi o engodar para o que tanto criticaram e os elegeu. Foram uma
cópia enojadiça dos tiques e retoques do parque jurássico. Para muito pior.
Não
me acomodo a poderes instituídos. E não me refugio em ser obediente, para ser preiteado
com mercês e preitos embuçados.
Quanto ao futuro. Posso estar ou não estar. Se não for, apoiarei como cidadão o que se apresentar com gente nova e uma mensagem sólida. Mas, na certeza absoluta que obterá de mim - no futuro - o mesmo que os “papagaios” que asseveraram diferenças e se tornaram um guardanapo que entranhou as mesmas gorduras e manchas, das nódoas que tanto criticaram.
Basta!