A
ideia que o cenário do “Chega” (que descrevi no anterior texto) é uma utopia, faz-me
lembrar a história de um candidato presidencial, que sem ninguém ouvir os seus
cinco sentidos de propositura política, navega a todo vapor nas sondagens. As
sondagens não são certezas absolutas, mas alvitram tendências.
Uma
entertainer da TV, cogitou a hipótese de cirandar nessas ondas e crê-se capaz,
face aos seus rires esganiçados de possuir a outra versão do populismo para ser
a presidenta.
E o povo farto de lhes impingirem “gato por lebre” através dos ditos cromos vitalícios da república, “assanha-se” e mal que não seja desfruta destes mares e marés. Com os pés bem assentes na areia, espraia-se ao sol. De bronze bem retinto estica o dedo do meio, e no pólder da sua indignação, afasta os diques e deixa-se inundar destas “amizades”.
- Nos 17 concelhos do Distrito digam-me, anunciem-me um panorama tão pitoresco como o nosso!?
Em vez de ouvirem só o que vos interessa, tenham a paciência de ouvir o contraditório.
Sobre
esta minha digressão pelos reinos das incógnitas, mergulho de corpo inteiro
nesta minha apreensão. Pode acontecer.
Se
não acontecer, acontece que fico mais tranquilo.