O dia 13 de Janeiro de 2014, Feriado
Municipal, enroupado de gente política moderna, terá a cerimónia que nos
definirá o preceito da nossa cidadania para os próximos anos. O seu pulsar e
forma dar-nos-á a configuração do nosso espaço e sentido. Como ele for vivido e
decifrado pela sua representatividade politica emanada de 29 de Setembro de
2013, ser-nos-á transmitido a responsabilidade que caberá a cada um dos
contendores, de lá, sufragados.
A uns compete falar das suas denúncias realizadas
até há porta do anterior poder e comprovar que depois de entrarem, intrinsecamente
são categoricamente a verdade dos factos em versão suave… com a perspicácia de obter
uma saudável longevidade, sustentada e baseada numa “mudança tranquila” que todos
ambicionamos e merecemos. Aos outros, se souberem saber interpretar o seu papel
na actualidade, invertem a “ambição renovada” inicial e transitam-na para o
espaço que a vontade dos eleitores lhes outorgou. Compete-lhes minimizar a sua instrumentalização
política - cumplicidades implícitas e explicitas - no passado e humildemente
absorverem um caldo de sobriedade para em dieta partirem para a sua missão: - ser
oposição credível, responsável e com perfil de alternativa de poder, que todos ambicionamos
e merecemos. Sem essa ementa na mesa, serão sempre as raízes impregnadas num
passado/recente, sombrio, que jamais desabrochará no futuro.
Para bem de todos – os que quiserem - e
com regras de proporcionalidade, deveriam usar da palavra, a Senhora Presidente
da Assembleia Municipal, o representante na Assembleia Municipal da “Ambição
Renovada”, o representante na Assembleia Municipal da “Mudança Tranquila”, os
Presidentes das quatro Freguesias, um dos Senhores Vereadores da “Ambição
Renovada”, o Senhor Vice-Presidente e o Senhor Presidente do Município. Com
tempos de intervenção previamente definidos. “Estamos” certos que não
ultrapassaram, o fuso horário e a jactância enfadada do único protagonista da época
finada.
Haja cumplicidades para isso. Vamos ver
quem fala e quem se recusa a colocar a história em dia. A justiça de Salomão
será reposta… o toque de Midas fica dado… e a espada de Dâmocles fica a pairar no ar…
E se assim o penso – e o escrevo – deve-se
ao tempo passado que temos que esmiuçar até a Abril de 2014. Conta de “outros”
rosários, porque o futuro vem depois delas...
Jorge Gonçalves