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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

5º DIA APÓS O NATAL DE 2011

Tranquilidade absoluta. Consciência tranquila. Espírito de missão quase cumprido. A opção não é minha… mas do desígnio da liberdade. Emoção que vivo imensamente e intensamente. Respeito e amo loucamente a liberdade. Desvairadamente amo a minha cidadania. O poder opinar. O escutar. O contraditório. O poder da argumentação. Vivemos num concelho acéfalo. Um pensa os outros executam. O poder distribuído pelos mesmos. As principais Instituições estão enxameadas e parasitadas, pelos comensais do regime. Cultivou-se o culto da personalidade. O beija-mão. O traduzir o que o povo intrinsecamente tem direito, pelo estado da disposição do endeusado “senhorio”. Que teve contornes mais contamináveis, desde que apareceu uma criatura a quem tudo dá sem pedir responsabilidades nenhumas, a troco de nada. Se endeusado se cultivou, enfeitiçado se ficou. Deste “romance” a factura não tardará a aparecer-nos nas mãos. Não será preciso esperar muito. Colocou sobre ela o manto de a avalisar sem constrangimentos. Por vezes dou comigo a pensar como é que pessoas idóneas se deixam levar nestes “golpes palacianos” e “jungir-se as tais tramóias”. Não tenham, dúvidas nenhumas que vão responder pela conivência e servilismo cego a que o devotam. Todos de uma maneira ou outra sentem que vamos a caminho de um buraco sem fundo, mas continuam a fazer a devida vénia a tal endeusado na sua berma. Será que não vos corre nas veias o sangue da decência e proficiência da responsabilidade pública!? Ou só olham para o vosso umbigo! Haja bom senso e capacidade de discernimento que a “trasfega” de poder que tal endeusado pretende efectuar “trás água no bico” e deixa muito a desejar. Porque já escolheu um sucessor, à revelia da decisão dos militantes do seu partido!? Que embora a sua nomenclatura seja composta pelos “suspeitos do costume”. Mas a decisão está nas mãos dos “discípulos” da doutrina do Partido, não da vontade da sua “insolência ”. Depois é o indivíduo que é o guarda-livros de todas as Instituições do aparelho que alojam os “os compadres e comadres” de sua “senhoria”.


Ontem na Assembleia Municipal, teve uma boa oportunidade para me denunciar. Para olhos nos olhos, me chamar mentiroso. De dizer que o que eu escrevo no meu Blogue é mentira. Mas não, acobardado como sempre, remeteu-se ao silêncio, de quem cala consente. Eu não tenho medo do seu poder. Não tenho medo dos burburinhos que ouço. Não tenho medo de ameaças debeladas. Não tenho medo dos “amigos poderosos” que faz na Confraria da Chanfana, escolhidos cientificamente. Nem dos amigos de avental da sua “pedreira” Porque não teve a coragem de me olhar nos olhos na Assembleia Municipal! Sabe porquê? - Porque é um coitado de espírito político. Não soube fazer a sua sucessão com inteligência. Com mestria. Conforme as conveniências de ocasião de cada acto eleitoral colocava no mesmo saco – alhos e erva-isqueira – agora prepare-se para a respectiva queimadura. Garanto-lhe a pé firme que se o Movimento Poiares na Cidadania não avançar, não será o seu “cromo” - que numa colecção de cem é o cento, e vinte e sete - que o PPD/PSD vai apresentar nas urnas, para lhe tapar o tampo da cadeira do seu mando. O PPD/PSD a nível Distrital já está farto das suas calinadas. Candidaturas independentes a outros Municípios… não lembram ao diabo. Só você. O seu problema não é a idade. Porque eu respeito a velhice. Pretendo ser velho e cair de maduro, que o “Algo” que me transcende me permita essa benesse. O seu mal é o descomedimento a que escandalosamente por cada dia que passa se vai expondo. Quer aparecer de qualquer maneira e feitio nas parangonas das noticias… nem que seja para falar sobre o dilema de quem nasceu primeiro, se - o ovo ou a galinha… A nível nacional a careca já lhe está a ficar a descoberto… Qualquer dia a meio do Oceano Atlântico num barco de recreio havemos de o ver a jogar ao jogo da cabra cega com o Alberto João. O déspota da Madeira. Outro político que não soube sair no seu devido tempo. Outro endeusado. Olhe o jogo de cintura que agora ridiculamente anda a fazer, a tentar explicar o inexplicável… Sabe porque escrevo assim! Porque o desafiei vezes sem conta e sempre se recusou a esgrimir a proficiência da sua conduta como autarca, comigo! Sou Social-Democrata, por convicção, génese e herança. Entrei na política e abalei quando, o pretendi. Que fique vem ciente que a partir de hoje não vou perder mais tempo consigo. Considero-o um caso perdido na política que quando sair do seu “teatro de operações” deverá confundir qual o lugar da saída, se vai ter que saltar da janela ou se a correr pela porta dos fundos, dissimulado para ninguém o reconhecer. Desamparado, amargurado, desprezado e … lamentavelmente só. “Quem semeia ventos colhe tempestades”. Acabou o seu “espaço de antena” no meu Blogue, por uns tempos…


Quero informa-lo que irei estar nas Comemorações do Feriado Municipal no dia 13 de Janeiro dos 114 anos da nossa identidade como Concelho. Terei a minha interferência… assim a saúde permita e o “tempo deixe”. Um homem que não sabe morrer por uma causa ou um ideal de liberdade e cidadania é um covarde e isso não sou. A morte é uma circunstância da vida, que quando chega na maturação de uma existência cheia, tem o sentido do quanto a nossa vida é bela. Quando acontece antes dessa cicatriz é enigmática e dolorosa na sua aceitação. Mas quando se luta pacificamente pela liberdade e a decência da democracia na procura de uma cidadania inextinguível. Vale a pena esse sacrifício. Digitalizei todos os papéis da minha colectânea do baú. Mas tive o cuidado de murchar as minhas fontes, que secam quando vou fazer chichi. As gravações das minhas “trovas” preferidas, estão espalhadas pelas pessoas que gostam das mesmas vontades que eu… Alias como o resto do armamento descrito… não vá eu desta para melhor. Porque este ano foi mau demais para ser verdade. Acredito que o ano que aí vem, prenunciado de crise vai ser muito profícuo para mim. Enquanto por cá andar a coisa será escorreita e pingo a pingo, se necessário… Se partir… de catadupa.


Estou a terminar este texto, a ouvir o meu ídolo: o Rei, Roberto Carlos a cantar na Terra Sagrada de Jerusalém no decorrente ano, no preciso momento em que ele canta “Jesus Cristo”. O meu gosto é discutível, mas não vou mudar… para lhe agradar…


JORGE DE CANAVEZES